FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO ESTADO DO PARANÁ

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As fintechs de crédito como opção para pequenos negócios

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Em artigo anterior, tratamos sobre a diversidade de instituições financeiras que oferecem crédito e outros serviços para pequenos negócios. Bancos tradicionais, cooperativas de crédito, agências de fomento e fintechs são algumas das opções para empresas que buscam capital de giro ou recursos para investir.

Neste artigo, vamos aprofundar o papel e o impacto das chamadas fintechs de crédito, que atuam nos modelos de Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP).

Esses dois modelos foram regulamentados pelo Banco Central em 2018, com o objetivo de aumentar a concorrência no mercado financeiro. Nas Sociedades de Crédito Direto, a fintech utiliza seu próprio dinheiro para fazer empréstimos a pessoas e empresas, geralmente por meio de plataformas digitais. Essas instituições são diferentes dos bancos porque não recebem depósitos dos clientes.

Nesse modelo, as operações de crédito com garantia têm ganhado mais espaço. Garantia é um bem ou direito que pode ser usado pelo credor em caso de atraso no pagamento. Exemplos comuns são imóveis e veículos.

Nem todo empréstimo exige garantia. Em geral, quando há garantia, os juros tendem a ser menores, já que o risco para quem empresta diminui. Dados da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e da PwC mostram que o número de fintechs que aceitam garantias aumentou bastante: de 27% em 2019 para 77% em 2024.

Nas Sociedades de Empréstimos entre Pessoas, a fintech funciona como uma intermediária. Ela conecta, por meio de plataformas digitais, quem tem dinheiro disponível para emprestar com quem precisa de recursos, seja para o dia a dia da empresa ou para investir.

Assim como acontece nos bancos, a análise de crédito também faz parte do processo nas fintechs. Mesmo no modelo entre pessoas, essas empresas utilizam diferentes fontes de dados, incluindo informações dos birôs de crédito, para avaliar o risco das operações.

A atuação digital das fintechs permite atender empresas em diversas regiões e facilita a contratação, com menos burocracia. Além disso, surgiram plataformas que comparam condições de empréstimos entre diferentes instituições, ajudando empresas a escolher a melhor opção.

O crescimento dessas instituições também chama atenção. Segundo a mesma pesquisa da ABCD e da PwC, o número de empresas atendidas pelas fintechs cresceu 67%. Mais de 70% dessas empresas são micro e pequenas.

Ter mais opções de crédito é positivo, especialmente quando isso vem acompanhado de menos burocracia e condições mais competitivas. Diante dessa variedade, cabe aos pequenos empreendedores avaliarem qual tipo de crédito e qual instituição oferecem as melhores condições.

A escolha certa pode significar melhores condições de crédito e proporcionar uma vantagem importante para o crescimento do negócio.

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10 passos para PMEs tomarem crédito com segurança — e a “lição de casa” que todo empresário precisa fazer

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Tomar crédito pode ser uma das decisões mais estratégicas da vida de uma pequena ou média empresa. Por isso, a ANBC — Associação Nacional dos Bureaus de Crédito — desenvolveu um guia com 10 passos essenciais para que as PMEs se preparem antes de buscar financiamento.

O crédito é um recurso fundamental para a saúde financeira dos pequenos negócios. No entanto, utilizá-lo de forma sustentável exige planejamento. Portanto, seja como tomadora ou como credora, a empresa precisa percorrer essa trilha com consciência e responsabilidade.

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Os 10 passos recomendados pela ANBC são:

  1. Pensar na finalidade do crédito
  2. Validar a necessidade
  3. Fazer a própria análise de crédito
  4. Pensar sobre as garantias
  5. Avaliar a possibilidade de recorrer a família e amigos
  6. Conhecer os tipos de credores
  7. Conhecer programas governamentais
  8. Buscar as melhores condições
  9. Buscar ajuda profissional
  10. Preparar-se para a burocracia

Além disso, o empresário deve reunir, com antecedência, a documentação necessária: balanço patrimonial, plano de negócios, documentação da empresa e dos sócios, obrigações de crédito, comprovantes de impostos e o Cadastro Positivo.

| “O setor de birôs, por meio da ANBC, dá uma força para que as PMEs utilizem o crédito de forma sustentável.”

A ANBC reúne os principais bureaus de crédito do Brasil: Equifax/BoaVista, QuOD, Serasa Experian, SPC Brasil e TransUnion. Para mais conteúdos sobre educação financeira, acesse www.anbc.org.br.

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Mais que um recorde: 2 milhões de mulheres transformam o Brasil através do empreendedorismo

O Brasil alcançou uma marca histórica que merece ser celebrada, mas, acima de tudo, compreendida em sua profundidade. Mais do que uma estatística impressionante, os mais de 2 milhões de novos empreendimentos liderados por mulheres representam 2 milhões de histórias de coragem, recomeços e a busca incessante pela própria autonomia.

O crescimento do empreendedorismo feminino é um motor potente de transformação social. Quando uma mulher decide abrir seu próprio negócio, ela não está apenas gerando renda; ela está criando oportunidades, inspirando sua comunidade e fortalecendo a economia do país. A ascensão feminina no setor é sinônimo de um Brasil mais resiliente e inovador.

O Desafio de Ir Além

No entanto, sabemos que os números não escondem as dificuldades do dia a dia. Começar é um passo gigante, mas crescer exige suporte. Para muitas empreendedoras, os desafios de acessar crédito justo, expandir a operação e consolidar a gestão ainda são barreiras reais que precisam ser superadas.

É nesse cenário que o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) desempenha um papel fundamental. O foco é fortalecer políticas públicas que olhem especificamente para essas necessidades, ampliando o acesso a recursos e oferecendo apoio técnico em todas as etapas da jornada empreendedora.

Transformação Real

Na Conampe e na Fampepar, reafirmamos nosso compromisso com essa causa. Entendemos que apoiar a mulher empreendedora é um investimento de alto retorno social: quando uma mulher prospera, ela transforma sua realidade, cuida do futuro de sua família e ajuda a transformar o Brasil inteiro.

O recorde é delas, mas o benefício é de todos nós.

O Futuro é Delas!

A comunicação como pilar estratégico da gestão foi o ponto alto da palestra “O Futuro é Delas: Liderança e Impacto dos Negócios Liderados por Mulheres”, apresentada por Dani Mendes durante o XXIII Enampe, em Curitiba. Com uma trajetória de 25 anos na área — sendo 17 deles na Rede Globo —, a especialista compartilhou métodos práticos para que a mulher empreendedora ocupe seu espaço de direito no mercado.

Para Dani, a comunicação não deve ser vista como um dom, mas como uma competência essencial de liderança. Em sua fala, ela enfatizou que dominar a própria voz é o que permite às empresárias saírem dos bastidores e assumirem o comando estratégico de seus negócios com confiança.

Destaques da palestra:

  • Método “Ouse Brilhar”: Estratégias para transformar informações complexas em mensagens de impacto.
  • Resiliência e Gestão: O uso da psicologia positiva para fortalecer o ambiente corporativo.
  • Visão 360°: O equilíbrio entre o rigor acadêmico e a prática de mercado.

Como mentora e consultora do Sebrae, Dani Mendes reforçou no palco do Enampe que o crescimento da economia brasileira passa, obrigatoriamente, pelo fortalecimento das lideranças femininas.

Acesse o site do MEMP – clique aqui

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Procred: linha de crédito é alternativa estratégica para micro e pequenos empreendedores

Para os empreendedores que buscam fôlego financeiro e não encontraram no Pronampe a resposta ideal para suas necessidades, é uma promissora porta se abre. O Procred chegou ao mercado como uma ferramenta estratégica de financiamento, desenhada para ampliar o acesso ao capital e fortalecer a sustentabilidade dos pequenos negócios.

Este novo instrumento apresenta-se como uma fonte adicional de recursos com um potencial considerável de impacto na economia local. O Procred foi estruturado para ser uma alternativa viável e eficiente, garantindo que o crédito chegue a quem realmente precisa produzir e crescer.

Como acessar o crédito?

O procedimento para os empreendedores interessados é direto e sem burocracias excessivas: basta solicitar o crédito diretamente nas instituições bancárias parceiras. Recomenda-se que o empresário procure o seu gerente ou a instituição de sua preferência para verificar a disponibilidade e as condições específicas.

Vantagens Competitivas

O grande diferencial deste modelo reside no alívio do peso financeiro sobre o caixa das empresas. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Flexibilidade nos prazos: Condições de pagamento que respeitam o tempo de maturação e o fluxo de caixa do negócio.
  • Taxas Reduzidas: Juros mais competitivos e menores do que as taxas praticadas atualmente no mercado convencional.

Essa é mais uma vitória para o setor de micro e pequenas empresas, reforçando o compromisso com a formalização e a saúde financeira de quem empreende no Brasil.

Para obter informações detalhadas e orientações oficiais, acesse o portal do Governo Federal: gov.br/memp.

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Pequenos negócios do Paraná lideram geração de empregos

Em novembro de 2021, as micro e pequenas empresas continuaram sendo as grandes responsáveis pelas novas vagas criadas no país. Levantamento feito pelo Sebrae, com base em dados do novo Caged, do Ministério do Trabalho e Previdência, revela que o segmento manteve a tendência de ser o responsável por sete em cada dez novos postos de empregos no Brasil. Das 324,1 mil novas contratações, as micro e pequenas empresas criaram 245,5 mil, o que corresponde a 75,7%, enquanto que as empresas de médio e grande porte abriram 84,2 mil novos postos.

No Paraná foram registrados 15.624 novos postos de trabalho. O saldo de empregos no estado é de 155.760, entre janeiro e novembro de 2021. No Brasil, o saldo no mesmo período é de 2.196.546. O relatório do Caged ratifica o papel dos pequenos negócios na geração de empregos do estado. Dos 17.457 registrados em novembro de 2021, 89,5% (15.624) estão relacionados com as MPE.

O presidente da Conampe, Ercílio Santinoni, registra que os números demontram a importância das micro e pequenas empresas tanto na economia quanto no estabelecimento do equilíbrio social. “Os pequenos negócios, tradicionalmente, lideram a geração de empregos e novas oportunidades de trabalho, o que se confimou mais um vez em 2021, no Paraná e em todo o país”, comenta Santinoni.

Comércio
No cenário nacional, as micro e pequenas empresas do Comércio foram as que mais contrataram novos profissionais, com 116,7 (36%) mil novas vagas, seguida pelas de Serviços (98,7 mil), Construção (16,7 mil) e Indústria (15,2 mil). Apenas a Agropecuária apresentou um saldo negativo de 3,4 mil.

No Paraná, os pequenos negócios comerciais também lideraram a geração de postos de trabalho, com 7.028 (40,1%). O setor de serviços veio em seguida, com 6.108 novas vagas (34,8%).

“Esse bom desempenho do Comércio pode sinalizar uma boa expectativa dos empreendedores para as vendas de final de ano. Há alguns meses, o Serviços era o setor que vinha apresentando melhor desempenho, mas em novembro, esse resultado mudou”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Acumulado do ano
“Há 15 meses seguidos os pequenos negócios têm gerado a grande maioria das vagas de emprego no país. É uma média mensal superior aos 70%. Sem esse segmento, o Brasil não estaria reduzindo o nível de desemprego”, enfatiza Melles.

O presidente destaca que o peso da importância dos pequenos negócios no combate ao desemprego fica mais evidente quando se analisa o acumulado de 2021. “Desde janeiro desse ano, foram criados do país cerca de 3 milhões de novos postos, e 2,2 milhões foram oriundos dos pequenos negócios, o que corresponde a 73,4% do total de vagas”, ressalta.

Nenhum dos setores das micro e pequenas empresas apresentou saldo negativo no acumulado do ano. Nesse recorte, o de Serviços foi responsável por mais de 40% das vagas desse ano, ao criar 919,6 mil novos postos, seguido pelo Comércio com 575,1 mil; Indústria com 357,7 mil; construção, 275,6 mil; e Agropecuária, 43,1 mil. Entre as médias e grandes, apenas a Construção Civil apresentou saldo negativo com o fechamento de 1,8 mil vagas.

No Paraná, entre janeiro e novembro de 2021, o saldo de novos postos de trabalho criados pelos pequenos negócios totalizou 141.620.

Fonte: Sebrae
Assessoria de Comunicação Fampepar/Conampe
Diniz Neto – imprensa@conampe.org.br
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