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“O Professor do Crédito” mostra às PMEs como vender mais analisando melhor

“O Professor do Crédito” – uma nova série de tirinhas produzida pela ANBC (Associação Nacional dos Bureaus de Crédito) chega para descomplicar um dos maiores desafios de quem toca um pequeno negócio: conceder crédito com segurança e, ao mesmo tempo, aumentar as vendas. Sob o título “Como alavancar as vendas para PMEs”, a história em quadrinhos apresenta o personagem “O Professor do Crédito”, que responde, de forma didática, às dúvidas mais comuns de empreendedores diante do balcão.

O ponto de partida é um cenário que preocupa. Segundo os dados apresentados na série, o Brasil alcançou cerca de 80 milhões de pessoas negativadas em agosto de 2026. Diante desse número, um empresário pergunta ao professor como ainda é possível vender a prazo para pessoa física. A resposta abre caminho para toda a reflexão que se segue.

"O Professor do Crédito"
Restrições são apenas a ponta do iceberg

Logo no início, o professor provoca a plateia com uma imagem forte. Quando o lojista olha somente para as restrições do cliente, ele enxerga apenas a ponta do iceberg. Abaixo da superfície existe muito mais informação capaz de orientar uma boa decisão. Portanto, o histórico de dívidas não deve ser o único fator considerado.

Para reforçar a ideia, a tirinha usa uma comparação simples. O histórico é como um filme do passado. Já a nota de crédito representa a posição do momento e projeta o futuro do consumidor. Assim, em vez de negar a venda por um problema antigo, o empreendedor passa a avaliar a realidade atual de quem está à sua frente.

Cadastro Positivo e birôs a favor do pequeno negócio

A série explica, então, o papel do Cadastro Positivo, previsto na Lei 12.414/2011. Trata-se de uma base de dados que reúne o histórico de operações de crédito e o cumprimento de obrigações financeiras de consumidores e empresas. Esses dados alimentam a construção da nota de crédito e revelam quem está pagando seus compromissos em dia.

Com o apoio dos birôs de crédito, o lojista consegue responder às perguntas certas antes de fechar negócio. Onde essa pessoa mora? Como ela trabalha? Está se recuperando financeiramente? Qual é a sua realidade hoje? A partir dessas respostas, os birôs analisam a fase da vida financeira do cliente, avaliam o risco e recomendam a concessão do crédito, classificando cada caso entre risco baixo, médio ou alto.

Tecnologia e inteligência artificial ao alcance das PMEs

Além das ferramentas tradicionais, o professor mostra que a tecnologia já está acessível ao pequeno empreendedor. Atualmente existem soluções práticas para PMEs, como agentes de inteligência artificial que oferecem consultoria de crédito em tempo real. Essas ferramentas sugerem a aprovação ou a rejeição da venda e indicam até os limites recomendados para cada cliente.

O recado final da série é direto e transformador. Na análise de crédito de pessoa física, além da nota de crédito, é importante identificar a pessoa por trás do CPF. Dessa forma, o empreendedor constrói uma porta de entrada segura para alavancar a empresa e toma decisões mais seguras e inteligentes.

Ao trazer o conteúdo para seus canais, a Conampe e a Fampepar reforçam o compromisso com a educação financeira e com a competitividade dos pequenos negócios. Afinal, vender mais e vender com segurança não são objetivos opostos. Com informação de qualidade, eles caminham juntos.

Veja o a apresentação criada pela ANBC: “O Professor de Crédito”
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As fintechs de crédito como opção para pequenos negócios

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Em artigo anterior, tratamos sobre a diversidade de instituições financeiras que oferecem crédito e outros serviços para pequenos negócios. Bancos tradicionais, cooperativas de crédito, agências de fomento e fintechs são algumas das opções para empresas que buscam capital de giro ou recursos para investir.

Neste artigo, vamos aprofundar o papel e o impacto das chamadas fintechs de crédito, que atuam nos modelos de Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP).

Esses dois modelos foram regulamentados pelo Banco Central em 2018, com o objetivo de aumentar a concorrência no mercado financeiro. Nas Sociedades de Crédito Direto, a fintech utiliza seu próprio dinheiro para fazer empréstimos a pessoas e empresas, geralmente por meio de plataformas digitais. Essas instituições são diferentes dos bancos porque não recebem depósitos dos clientes.

Nesse modelo, as operações de crédito com garantia têm ganhado mais espaço. Garantia é um bem ou direito que pode ser usado pelo credor em caso de atraso no pagamento. Exemplos comuns são imóveis e veículos.

Nem todo empréstimo exige garantia. Em geral, quando há garantia, os juros tendem a ser menores, já que o risco para quem empresta diminui. Dados da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e da PwC mostram que o número de fintechs que aceitam garantias aumentou bastante: de 27% em 2019 para 77% em 2024.

Nas Sociedades de Empréstimos entre Pessoas, a fintech funciona como uma intermediária. Ela conecta, por meio de plataformas digitais, quem tem dinheiro disponível para emprestar com quem precisa de recursos, seja para o dia a dia da empresa ou para investir.

Assim como acontece nos bancos, a análise de crédito também faz parte do processo nas fintechs. Mesmo no modelo entre pessoas, essas empresas utilizam diferentes fontes de dados, incluindo informações dos birôs de crédito, para avaliar o risco das operações.

A atuação digital das fintechs permite atender empresas em diversas regiões e facilita a contratação, com menos burocracia. Além disso, surgiram plataformas que comparam condições de empréstimos entre diferentes instituições, ajudando empresas a escolher a melhor opção.

O crescimento dessas instituições também chama atenção. Segundo a mesma pesquisa da ABCD e da PwC, o número de empresas atendidas pelas fintechs cresceu 67%. Mais de 70% dessas empresas são micro e pequenas.

Ter mais opções de crédito é positivo, especialmente quando isso vem acompanhado de menos burocracia e condições mais competitivas. Diante dessa variedade, cabe aos pequenos empreendedores avaliarem qual tipo de crédito e qual instituição oferecem as melhores condições.

A escolha certa pode significar melhores condições de crédito e proporcionar uma vantagem importante para o crescimento do negócio.

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