FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO ESTADO DO PARANÁ

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Micro e pequenas empresas ficam fora do split payment em 2027

As micro e pequenas empresas paranaenses que seguirem integralmente no Simples Nacional não entrarão no split payment em 2027, quando começa a rodar o novo sistema de arrecadação da reforma tributária.

Mas, afinal, o que é o split payment? Em português, a expressão significa “pagamento dividido”. É o mecanismo que, no momento em que o cliente paga uma compra, separa o valor automaticamente: a parte referente ao imposto vai direto para o Fisco e o restante fica com a empresa. Na prática, o tributo nem chega a passar pelo caixa do negócio.

ENTENDA: O QUE É SPLIT PAYMENT? Split payment é o “pagamento dividido”. No momento em que o cliente paga — por Pix, boleto ou TED —, o valor é separado na hora: a parte do imposto (IBS e CBS) vai direto para o Fisco e o restante cai na conta da empresa. É parecido com o que faz um aplicativo de entrega ou uma maquininha de cartão, que já dividem o pagamento automaticamente entre as partes. Hoje a empresa recebe o valor cheio e recolhe o tributo depois; com o split, essa conta é feita sozinha, na hora da venda.

O mecanismo estreará com alcance limitado e ficará de fora das transações com consumidores pessoa física e das operações de empresas que estejam 100% dentro do regime simplificado. O anúncio foi feito pela presidente da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), Cristiane Coelho, em evento sobre a reforma realizado pela Fiesp com o Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas de São Paulo, na segunda-feira (24). De acordo com ela, em 2027 a separação do tributo no momento do pagamento será facultativa, e só estará disponível quando, nas duas pontas do negócio, as empresas forem dos regimes do lucro real ou do lucro presumido (em geral, com faturamento acima de R$ 4,8 milhões) ou do Simples “híbrido”.

Para a base representada pela FAMPEPAR — as associações de micro e pequenas empresas espalhadas pelo Paraná —, a leitura imediata é positiva: o pequeno negócio que continua recolhendo tudo pela guia única do Simples não terá o caixa afetado pelo split no primeiro ano. A rotina de vendas e recebimentos, especialmente do comércio e dos serviços que atendem o consumidor final, permanece sem mudança por conta desse mecanismo em 2027.

A decisão que chega em setembro

O ponto que exige atenção do empresário paranaense é a estreia do Simples híbrido. Nesse regime, o pequeno empresário escolhe recolher os novos tributos fora da guia única. A opção será aberta pela primeira vez em setembro deste ano, para valer a partir de janeiro, e é apontada como alternativa para desonerar as despesas de pequenas empresas que fornecem produtos ou serviços a outras pessoas jurídicas.

O Paraná tem um tecido econômico fortemente marcado por indústrias, cooperativas, agroindústrias e cadeias de fornecimento em cidades como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. Muitas micro e pequenas empresas do estado atuam como fornecedoras de negócios maiores — e é justamente para esse perfil que o regime híbrido pode fazer diferença. Ao gerar crédito tributário integral para o cliente pessoa jurídica, o pequeno fornecedor tende a ganhar competitividade dentro dessas cadeias.

A contrapartida é que a adesão traz obrigações fora da guia única. Por isso, a orientação da FAMPEPAR é clara: a escolha entre permanecer no Simples tradicional ou migrar para o híbrido deve ser feita caso a caso. Quem vende principalmente ao consumidor final costuma se beneficiar mais do Simples tradicional; quem fornece a outras empresas deve simular os dois cenários com apoio contábil antes de bater o martelo em setembro.

split payment

Como e quando o split payment entra em cena

Quando aplicável, o split payment funcionará com boletos e transferências por TEF, TED e Pix. Pagamentos por cartão de crédito ficam de fora nesse primeiro momento. A secretária extraordinária responsável pelo tema, Priscilla Santana, afirmou que o sistema não estará pronto para janeiro de 2027, o que confirma a implantação em etapas.

Segundo Cristiane Coelho, o split deve facilitar a liberação de créditos às empresas — no varejo, por exemplo, haveria agilização do crédito nas compras, sem que a separação do tributo impacte o caixa nas vendas ao consumidor. Para o micro e pequeno empresário do Paraná, contudo, o essencial de 2027 é a segurança de não ser alcançado pelo split e a necessidade de decidir com calma sobre o regime híbrido.

Entenda a reforma

A reforma tributária instituiu o IVA dual, formado pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal, que substitui PIS e Cofins a partir de 2027 e fica com a Receita Federal, e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá gradualmente o ICMS estadual e o ISS municipal entre 2029 e 2033, sob gestão de um comitê. O split payment é a ferramenta que separa esses tributos no momento do pagamento, começando de forma restrita em 2027.

A FAMPEPAR reforça seu compromisso de acompanhar a regulamentação e de orientar as associações e os empresários paranaenses ao longo desse período de transição, especialmente na janela de opção pelo regime híbrido, que se abre em setembro. Materiais de apoio e esclarecimentos serão divulgados às entidades filiadas.

Fonte da informação: reportagem da Folha de S.Paulo (25/8/2026), com base em declarações feitas em evento da Fiesp. Texto de elaboração própria.

Leia também: Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

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Fonte da informação: reportagem da Folha de S.Paulo (25/8/2026), com base em declarações feitas em evento da Fiesp. Texto de elaboração própria.

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20ª Feijoada dos Amigos do HC reúne mais de 700 convidados em Curitiba

A 20ª Feijoada dos Amigos do HC reuniu mais de 700 convidados no último sábado (22), no Salão Azul do Clube Curitibano. O evento marcou as comemorações dos 40 anos da Associação dos Amigos do HC e dos 65 anos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A campanha dos Amigos do HC busca arrecadar cerca de R$ 3 milhões para a manutenção do Serviço de Nefrologia do hospital, referência nacional em atendimento especializado. Os recursos serão destinados à estruturação do serviço, com mais segurança, conforto e humanização no cuidado aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos pela unidade.

Para o presidente da Associação dos Amigos do HC, Ercílio Santinoni, o evento foi um grande sucesso. “A feijoada dos Amigos do HC se consolidou como um dos mais tradicionais eventos beneficentes de Curitiba. Para nós, é uma grande satisfação reunir centenas de pessoas em um momento de confraternização entre familiares e amigos, com boa gastronomia e música, mas, principalmente, para contribuir com uma causa tão importante”, afirmou.

Segundo Santinoni, o encontro superou as expectativas. “Foi um ótimo evento, mais confraternização do que almoço, uma verdadeira festa. Fiquei muito feliz com o resultado e com o trabalho de toda a equipe da Associação Amigos do HC”, completou.

Ercílio e o vice-governador do Paraná, Darci Piana, com Silvana e participantes do evento

Arrecadação

Durante a feijoada, os convidados participaram do tradicional leilão beneficente. Entre os destaques, um quadro doado pela Galeria Zilda Fraletti e uma camisa do Athletico Paranaense, ambos arrematados por R$ 2.500 cada. No total, o leilão arrecadou R$ 14.200.

Outra ação promovida durante o evento foi a venda de broches produzidos pelo renomado joalheiro Marcelo Alarcón. Os acessórios foram entregues aos participantes que fizeram doações superiores a R$ 200, como forma de incentivar as contribuições ao Serviço de Nefrologia. A iniciativa arrecadou R$ 2.650.

O valor total arrecadado na 20ª edição da Feijoada dos Amigos do HC ainda está sendo apurado pela organização e será divulgado em breve.

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Opinião: Brasil, um país abençoado, diante de um futuro que nos preocupa

O Brasil é, sem dúvida, um país abençoado pela Natureza e por Deus. É uma nação continental, rica em água, minerais e terras férteis. Produz, em muitas regiões, duas ou até três safras agrícolas por ano, possui uma das maiores extensões de litoral do mundo e alimenta, por meio de suas exportações, milhões de pessoas em todos os continentes.

É também um país de encontros. Aqui convivem diferentes povos, culturas e tradições. Judeus e Árabes, Russos e Ucranianos, Italianos, Japoneses e tantos outros encontraram no Brasil um lugar para viver, trabalhar e construir suas histórias. Somos, inclusive, o país que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e uma das maiores comunidades italianas fora da Itália. Essa extraordinária miscigenação fez do Brasil uma nação singular, plural e admirada em diferentes partes do mundo.

A riqueza que não se transforma em prosperidade

Mas o País que recebeu tantas bênçãos da Natureza parece, hoje, incapaz de transformar toda essa riqueza em prosperidade para sua própria população. A realidade brasileira é preocupante. Convive-se com uma das mais elevadas cargas tributárias, juros entre os maiores do mundo, corrupção em diferentes níveis da administração pública, desigualdade social persistente e uma crescente descrença nas instituições.

O Judiciário, para grande parte da população, perdeu credibilidade. O Congresso Nacional é frequentemente visto como um espaço onde interesses pessoais e partidários se sobrepõem aos verdadeiros interesses da sociedade. E as emendas parlamentares, que deveriam representar instrumentos de desenvolvimento e atendimento às necessidades dos municípios, tornaram-se alvo de questionamentos quanto à sua transparência e utilização.

Enquanto isso, empresas fecham as portas, outras recorrem à recuperação judicial e milhões de brasileiros continuam enfrentando dificuldades para sobreviver com dignidade.

Diante desse cenário, a perspectiva para 2027 não é animadora. As eleições de 2026 deveriam representar uma oportunidade de renovação, esperança e reconstrução. Entretanto, o quadro político que se desenha até o momento não permite muito otimismo.

A renovação da Câmara dos Deputados, por exemplo, poderá ser pequena. O sistema de distribuição das emendas parlamentares criou uma relação de dependência entre parlamentares e administrações municipais, fazendo com que muitos prefeitos mantenham compromissos com os atuais Deputados. Isso dificulta a entrada de novos nomes e reduz a possibilidade de uma verdadeira renovação política.

Os próprios partidos parecem, muitas vezes, mais preocupados em eleger bancadas numerosas para ampliar sua participação no Fundo Partidário do que em apresentar ao eleitor projetos consistentes para o futuro do País.

Um país abençoado

O voto consciente e a busca por um estadista

E chegamos ao ponto mais delicado: a escolha de quem deverá governar o Brasil. Os nomes que hoje polarizam a disputa presidencial apresentam altos índices de rejeição e carregam consigo histórias políticas marcadas por profundas controvérsias. A sociedade permanece dividida, muitas vezes votando mais contra alguém do que propriamente a favor de um projeto de País. Foi isso, em grande medida, que ocorreu em 2018, quando Jair Bolsonaro conseguiu construir sua candidatura como uma alternativa ao chamado “anti-Lula”.

Mas o Brasil não pode continuar escolhendo seus Presidentes apenas pelo sentimento de rejeição a alguém. Precisamos escolher pelo que queremos construir.

O Brasil necessita de um Presidente íntegro, com autoridade moral, preparo administrativo e compromisso verdadeiro com a democracia. Um líder capaz de compreender que o desenvolvimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para promover justiça social, oportunidades e dignidade.

Precisamos de alguém que não roube e que não permita roubar. Que respeite as instituições, mas que também tenha coragem para corrigir seus erros. Que saiba dialogar, pacificar e unir uma sociedade cansada de confrontos. Precisamos, enfim, de um estadista.

Não podemos avaliar um candidato apenas por seus discursos. É preciso conhecer sua trajetória, seus princípios, suas realizações e também aqueles que caminham ao seu lado. No grupo político ligado a Jair Bolsonaro, por exemplo, diversos integrantes de sua própria família ocupam ou disputam cargos públicos em diferentes Estados. Da mesma forma, a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva merece ser analisada à luz de sua longa carreira sindical e política, assim como das controvérsias e acusações que marcaram sua trajetória.

O eleitor não pode terceirizar sua responsabilidade. Não basta repetir aquilo que ouvimos nas redes sociais, nos discursos políticos ou nas campanhas eleitorais. É preciso pesquisar, comparar, questionar e, sobretudo, pensar. O voto é a arma democrática que temos para mudar os rumos do País. Mas essa arma somente terá força se for utilizada com consciência.

O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de homens e mulheres preparados, honestos, competentes e comprometidos com o interesse público. Ainda existem candidatos ficha limpa. Existem pessoas com experiência, capacidade administrativa e disposição para servir ao País. Cabe a nós encontrá-las. Cabe a nós escolher.

Porque o futuro do Brasil não será decidido apenas pelos políticos. Será decidido por cada brasileiro que entrar em uma cabine de votação e compreender a responsabilidade que carrega nas mãos.

O Brasil é rico. O Brasil é grande. O Brasil tem potencial para ser uma das grandes nações do mundo. O que nos falta não é riqueza. Falta-nos, sobretudo, transformar essa riqueza em um projeto de Nação e escolher líderes à altura do País que podemos ser.

Borges da Silveira, ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal

Brasil: um país abençoado, diante de um futuro que nos preocupa

O Brasil é, sem dúvida, um país privilegiado pela Natureza e por Deus. É uma nação continental, rica em água, minerais e terras férteis. Produz, em muitas regiões, duas ou até três safras agrícolas por ano, possui uma das maiores extensões de litoral do mundo e alimenta, por meio de suas exportações, milhões de pessoas em todos os continentes.

É também um país de encontros. Aqui convivem diferentes povos, culturas e tradições. Judeus e Árabes, Russos e Ucranianos, Italianos, Japoneses e tantos outros encontraram no Brasil um lugar para viver, trabalhar e construir suas histórias. Somos, inclusive, o país que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e uma das maiores comunidades italianas fora da Itália. Essa extraordinária miscigenação fez do Brasil uma nação singular, plural e admirada em diferentes partes do mundo.

A riqueza que não se transforma em prosperidade

Mas o País que recebeu tantas bênçãos da Natureza parece, hoje, incapaz de transformar toda essa riqueza em prosperidade para sua própria população. A realidade brasileira é preocupante. Convive-se com uma das mais elevadas cargas tributárias, juros entre os maiores do mundo, corrupção em diferentes níveis da administração pública, desigualdade social persistente e uma crescente descrença nas instituições.

O Judiciário, para grande parte da população, perdeu credibilidade. O Congresso Nacional é frequentemente visto como um espaço onde interesses pessoais e partidários se sobrepõem aos verdadeiros interesses da sociedade. E as emendas parlamentares, que deveriam representar instrumentos de desenvolvimento e atendimento às necessidades dos municípios, tornaram-se alvo de questionamentos quanto à sua transparência e utilização.

Enquanto isso, empresas fecham as portas, outras recorrem à recuperação judicial e milhões de brasileiros continuam enfrentando dificuldades para sobreviver com dignidade.

Diante desse cenário, a perspectiva para 2027 não é animadora. As eleições de 2026 deveriam representar uma oportunidade de renovação, esperança e reconstrução. Entretanto, o quadro político que se desenha até o momento não permite muito otimismo.

A renovação da Câmara dos Deputados, por exemplo, poderá ser pequena. O sistema de distribuição das emendas parlamentares criou uma relação de dependência entre parlamentares e administrações municipais, fazendo com que muitos prefeitos mantenham compromissos com os atuais Deputados. Isso dificulta a entrada de novos nomes e reduz a possibilidade de uma verdadeira renovação política.

Os próprios partidos parecem, muitas vezes, mais preocupados em eleger bancadas numerosas para ampliar sua participação no Fundo Partidário do que em apresentar ao eleitor projetos consistentes para o futuro do País.

O voto consciente e a busca por um estadista

E chegamos ao ponto mais delicado: a escolha de quem deverá governar o Brasil. Os nomes que hoje polarizam a disputa presidencial apresentam altos índices de rejeição e carregam consigo histórias políticas marcadas por profundas controvérsias. A sociedade permanece dividida, muitas vezes votando mais contra alguém do que propriamente a favor de um projeto de País. Foi isso, em grande medida, que ocorreu em 2018, quando Jair Bolsonaro conseguiu construir sua candidatura como uma alternativa ao chamado “anti-Lula”.

Mas o Brasil não pode continuar escolhendo seus Presidentes apenas pelo sentimento de rejeição a alguém. Precisamos escolher pelo que queremos construir.

O Brasil necessita de um Presidente íntegro, com autoridade moral, preparo administrativo e compromisso verdadeiro com a democracia. Um líder capaz de compreender que o desenvolvimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para promover justiça social, oportunidades e dignidade.

Precisamos de alguém que não roube e que não permita roubar. Que respeite as instituições, mas que também tenha coragem para corrigir seus erros. Que saiba dialogar, pacificar e unir uma sociedade cansada de confrontos. Precisamos, enfim, de um estadista.

Não podemos avaliar um candidato apenas por seus discursos. É preciso conhecer sua trajetória, seus princípios, suas realizações e também aqueles que caminham ao seu lado. No grupo político ligado a Jair Bolsonaro, por exemplo, diversos integrantes de sua própria família ocupam ou disputam cargos públicos em diferentes Estados. Da mesma forma, a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva merece ser analisada à luz de sua longa carreira sindical e política, assim como das controvérsias e acusações que marcaram sua trajetória.

O eleitor não pode terceirizar sua responsabilidade. Não basta repetir aquilo que ouvimos nas redes sociais, nos discursos políticos ou nas campanhas eleitorais. É preciso pesquisar, comparar, questionar e, sobretudo, pensar. O voto é a arma democrática que temos para mudar os rumos do País. Mas essa arma somente terá força se for utilizada com consciência.

O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de homens e mulheres preparados, honestos, competentes e comprometidos com o interesse público. Ainda existem candidatos ficha limpa. Existem pessoas com experiência, capacidade administrativa e disposição para servir ao País. Cabe a nós encontrá-las. Cabe a nós escolher.

Porque o futuro do Brasil não será decidido apenas pelos políticos. Será decidido por cada brasileiro que entrar em uma cabine de votação e compreender a responsabilidade que carrega nas mãos.

O Brasil é rico. O Brasil é grande. O Brasil tem potencial para ser uma das grandes nações do mundo. O que nos falta não é riqueza. Falta-nos, sobretudo, transformar essa riqueza em um projeto de Nação e escolher líderes à altura do País que podemos ser.

Um país abençoado

Borges da Silveira, ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal

Leia também: Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

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Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

O atual patamar de juros básicos coloca o Brasil entre os países que cobram os juros mais altos do mundo, mesmo quando se desconta a inflação. Com juros altos, para o cidadão comum, e em especial para os microempreendedores e as micro e pequenas empresas, recorrer ao crédito para manter os compromissos em dia virou um esforço quase heroico.

Além das linhas mais vantajosas, como o consignado e o crédito pessoal, usar o cheque especial ou o cartão de crédito significa enfrentar uma dívida que cresce mês a mês sob o peso dos juros. Um estrangeiro que observasse o dia a dia das pessoas e das empresas no país, além de se espantar, dificilmente entenderia como isso é possível.

Engana-se, porém, quem imagina que os juros altos penalizam apenas os pequenos. O aperto atinge toda a sociedade e já se traduz em dois recordes preocupantes: o das recuperações judiciais, que hoje vão de grandes varejistas a pequenos negócios, e o do endividamento das famílias, que nunca esteve tão alto.

Criados para conter a inflação e cumprir a meta do Banco Central, os juros seguram o consumo de bens e serviços. O efeito colateral, no entanto, é pesado: sufocam o giro dos negócios, apertam os ganhos e empurram muitas empresas do lucro para o prejuízo.

Para os empreendedores individuais e as micro e pequenas empresas, o golpe é ainda mais duro. São negócios frágeis, sensíveis a qualquer oscilação do mercado, com estrutura enxuta e pouco acesso a recursos. Muitas vezes não têm garantias suficientes para oferecer e nem sempre encontram um relacionamento favorável com os bancos. Nesse cenário, a falta de capital compromete a operação, os ganhos e os resultados.

Juros altos

As manchetes noticiam as renegociações de dívidas dos grandes varejistas e das indústrias tradicionais, que recorrem à recuperação judicial para sobreviver ao endividamento. São empresas conhecidas e, por isso, ganham destaque. As micro e pequenas, não. Centenas delas fecham as portas todos os meses, em proporção e velocidade maiores do que as das grandes em recuperação, quase sempre no silêncio.

Esses negócios de menor porte fazem parte do tecido social brasileiro. Boa parte pertence a famílias, e muitos estão no mesmo bairro, ou no mesmo shopping, há décadas, lado a lado com seus clientes, numa relação de consumo próxima e de confiança.

Reduzir os juros a níveis razoáveis é tarefa urgente para conter o fechamento de empresas e recolocar o país na rota de um crescimento firme e duradouro. Mas é preciso dizer com clareza: os juros altos não são um problema do Banco Central, e sim da gestão do setor público. Enquanto o Estado gastar mais do que arrecada, não haverá espaço para juros menores.

Por isso, o compromisso que a Conampe cobra dos candidatos nestas eleições é um só e decisivo: a redução do déficit público em todos os níveis da federação. Sem equilíbrio nas contas públicas, qualquer promessa de crédito barato é ilusória.

E esse equilíbrio passa por enfrentar gargalos que se tornaram permanentes e que precisam ser eliminados: o financiamento público de partidos e campanhas, as emendas parlamentares e os supersalários. São gastos que consomem recursos escassos, desorganizam o orçamento e minam a confiança da sociedade nas instituições.

São decisões difíceis, quase uma quebra de paradigma instituído ano após ano na República. Mas esse desafio terá que ser enfrentado, de qualquer maneira. E estamos muito atrasados.

Com menos déficit público, os juros em níveis mais baixos vão criar o ambiente ideal para que empreendedores individuais e micro e pequenas empresas façam o seu papel e levem desenvolvimento a todos os cantos do país. Esse é o caminho, e ele começa com responsabilidade nas contas públicas.

Ercílio santinoni

Ercílio Santinoni
Presidente da Fampepar – Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Paraná

Leia também: Crédito para pequenos negócios exige planejamento, organização e atenção ao custo total

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Ercílio Santinoni recebe homenagem da Abase pela defesa dos pequenos negócios

O presidente da Conampe e da Fampepar, Ercílio Santinoni, recebeu nesta quinta-feira (20) uma homenagem da Associação Brasileira dos Sebrae Estaduais (Abase).

A entrega ocorreu no Hotel Sesc Guadalupe, em Sirinhaém, no litoral sul de Pernambuco. A solenidade integrou a 3ª Reunião Ordinária do Conselho dos Associados da Abase.

O encontro reuniu diretores dos Sebrae estaduais e convidados, lideranças de entidades importantes dos setores produtivos. Na pauta geral, aconteceu a discussão de temas estratégicos para fortalecer o Sistema Sebrae e desenvolver os pequenos negócios brasileiros.

Encontro reúne lideranças empresariais

No evento que fez homenagem a Ercílio Santinoni, presidente da Conampe, conselheiro nacional do Sebrae e coordenador do setor produtivo no Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo (MEMP) estiveram presentes Anacleto Ortigara, presidente da Abase; Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE; Murilo Guerra, superintendente do Sebrae-PE e muitos outros superintendentes e diretores de Sebraes estaduais, membros da Abase.

José Gava, diretor de Administração e Finanças do Sebrae-PR, também esteve presente e participou da homenagem ao paranaense Ercílio Santinoni.

Ercílio Santinoni com Rogério Ramos, superintendente do Sebrae-TO

Homenagem reconhece trajetória

Na placa entregue ao presidente da Conampe e da Fampepar, a Abase registrou:

“A Associação Brasileira dos Sebrae Estaduais presta homenagem ao Sr. Ercílio Santinoni, em reconhecimento à sua destacada atuação e ao seu compromisso permanente na defesa dos pequenos negócios brasileiros, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento do empreendedorismo e o desenvolvimento econômico do país.”

Santinoni agradeceu o reconhecimento e ressaltou o caráter coletivo do trabalho realizado ao longo dos anos.

“Receber esta homenagem é uma honra. Ela confirma um trabalho conjunto de muitas décadas em favor dos pequenos negócios. É uma trajetória construída com muita dedicação e importantes conquistas”, afirmou.

A homenagem reforça a importância da união do Sebrae e das entidades que representam os pequenos negócios e os setores produtivos do Brasil

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Crédito para pequenos negócios exige planejamento, organização e atenção ao custo total

Material da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) reúne orientações para micro, pequenas e médias empresas se prepararem antes de buscar financiamento e aumentarem as chances de obter melhores condições.

O acesso ao crédito pode representar uma ferramenta importante para a manutenção, o investimento e o crescimento dos pequenos negócios. No entanto, antes de contratar um empréstimo ou financiamento, o empresário precisa avaliar a real necessidade dos recursos, organizar as finanças e conhecer sua capacidade de pagamento.

Veja material da ANBC:

Como tomar crédito ANBC 11-08Baixar

Essas são algumas das orientações apresentadas pela Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) no e-book Como tomar crédito – Melhores práticas para consumidores e micro, pequenas e médias empresas. Segundo a entidade, uma preparação adequada antes da solicitação pode aumentar as chances de aprovação e contribuir para a obtenção de taxas de juros e condições de pagamento mais favoráveis.

Para a Conampe e suas entidades, Federações e Associações, a orientação reforça um ponto essencial para os pequenos negócios: crédito deve fazer parte de uma decisão planejada e estar relacionado à capacidade financeira e aos objetivos da empresa.

Histórico financeiro também pesa na análise

O comportamento financeiro da empresa interfere diretamente na avaliação de crédito. De acordo com o material, contas e contratos mantidos no CNPJ, pagamentos realizados dentro do prazo e informações cadastrais atualizadas ajudam na construção de um histórico de crédito.

Já atrasos, negativações e outros compromissos não cumpridos podem prejudicar a nota de crédito. A recomendação, quando houver restrições, é planejar a renegociação e a quitação das dívidas.

Cadastro Positivo pode ampliar informações sobre o pequeno negócio

O e-book também destaca o papel do Cadastro Positivo, que reúne informações sobre empréstimos, financiamentos, cartões, consórcios e histórico de pagamentos de serviços como telefone, internet, água, energia e gás. Assim, a análise considera não apenas situações de inadimplência, mas também o histórico de pontualidade do tomador.

Para micro e pequenas empresas, esse conjunto de informações pode contribuir para a inclusão no mercado de crédito, especialmente nos casos em que o negócio possui pouco histórico junto às instituições financeiras tradicionais.

Segundo a ANBC, entre os benefícios estão maior inclusão financeira, melhores condições para que o tomador compare propostas e uma análise mais precisa da capacidade de pagamento.

Crédito deve ser ferramenta de desenvolvimento

Para os pequenos negócios, o crédito pode abrir espaço para investimentos, expansão, modernização e reforço do capital de giro. Contudo, a contratação precisa estar acompanhada de planejamento.

A principal mensagem do material da ANBC é justamente essa: antes de procurar crédito, o empresário deve organizar a casa, saber exatamente quanto precisa, para que utilizará os recursos e de onde virá o dinheiro para pagar a dívida.

O e-book Como tomar crédito (acima) integra as iniciativas da ANBC voltadas à educação financeira e ao desenvolvimento sustentável do mercado de crédito brasileiro.

Fonte: Associação Nacional dos Bureaus de Crédito – ANBC

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Pequenas e médias empresas passam a liderar avanço das recuperações judiciais no Brasil

Valor Econômico
Crescimento dos pedidos entre negócios de menor porte revela pressão dos juros, restrição ao crédito e mudança no perfil das empresas que recorrem à renegociação de dívidas

As micro, pequenas e médias empresas ganharam protagonismo no avanço das recuperações judiciais no Brasil. O movimento mostra uma mudança importante no perfil das empresas que utilizam esse instrumento para reorganizar dívidas e manter suas atividades.

Os dados foram destacados pelo Valor Econômico, em reportagem publicada no dia 4 de agosto, assinada pelas jornalistas Luiza Calegari e Clarice Couto. Segundo a publicação, a recuperação judicial deixou de estar associada principalmente às grandes companhias e passou a fazer parte, com maior frequência, da realidade dos pequenos e médios negócios.

Segundo o presidente da Conampe e da Fampepar, Ercílio Santinoni, desde 2023, a proporção de micro e pequenas empresas em recuperação judicial mais do que dobrou. Ao mesmo tempo, a participação das médias empresas cresceu 31%. O cenário ocorre em um período marcado por juros elevados e maior restrição ao crédito, fatores que pressionam especialmente empresas com menor capacidade financeira para suportar períodos prolongados de custos elevados.

Microempresas registram crescimento de 133%

Os números apresentados pelo Valor Econômico dimensionam essa transformação. Entre o primeiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, o número de recuperações judiciais de microempresas aumentou 133%.

Nas pequenas empresas, o crescimento chegou a 68%, enquanto entre as médias o avanço foi de 31%.

O comportamento das grandes empresas seguiu o caminho contrário. No mesmo período, o número de recuperações judiciais caiu 11% entre as grandes companhias e 16% entre as empresas classificadas como muito grandes.

Portanto, além do aumento geral dos processos, ocorre uma mudança na composição das empresas que procuram a Justiça para renegociar suas dívidas.

Segundo a reportagem, parte das grandes companhias passou a utilizar outros mecanismos de reestruturação financeira, incluindo a recuperação extrajudicial. Empresas menores, por sua vez, passaram a recorrer com maior frequência à recuperação judicial como alternativa para reorganizar suas obrigações e preservar suas operações.

Recuperações judiciais continuam crescendo

No primeiro semestre de 2026, o número total de recuperações judiciais cresceu 6,2% em relação ao segundo semestre de 2025.

Embora o volume continue aumentando, houve desaceleração no ritmo de crescimento. No primeiro semestre de 2025, o avanço havia sido de 7,3%. Já no segundo semestre daquele ano, chegou a 14,1%.

Considerando o período de 12 meses, entretanto, o crescimento acumulado alcançou 21,2%.

Conforme os dados apresentados pelo jornal, o estoque chegou a 6.513 empresas em maio. Em junho, ocorreu uma redução de 1,7%, primeira queda relevante da série histórica mencionada na reportagem. Ainda assim, especialistas ouvidos pelo Valor Econômico avaliam que um único mês não permite afirmar que existe uma tendência consistente de desaceleração.

Agronegócio concentra novos processos

Outro ponto de atenção está no agronegócio. Segundo a reportagem de Luiza Calegari e Clarice Couto, o setor permanece como o principal foco das novas reestruturações.

O agronegócio registrava 1.263 empresas em recuperação judicial, além de 111 novos processos somente no segundo trimestre de 2026.

Por outro lado, quando se considera o estoque total de empresas em recuperação, o comércio aparece na liderança, com 1.649 empresas, seguido pela indústria, com 1.455.

Os números mostram que as dificuldades financeiras atingem diferentes segmentos da economia e, sobretudo, reforçam a necessidade de atenção às condições enfrentadas pelos pequenos negócios.

Crédito e renegociação ganham ainda mais importância

Ercílio Santinoni destaca que, no universo das micro e pequenas empresas, o crescimento das recuperações judiciais merece atenção especial. Diferentemente das grandes corporações, pequenos negócios normalmente possuem menor margem financeira para enfrentar períodos prolongados de juros elevados, queda no faturamento ou dificuldades de acesso ao crédito.

Além disso, quando uma pequena empresa perde capacidade de financiamento ou de renegociação de seus compromissos, os impactos aparecem rapidamente no caixa, nos investimentos e na manutenção dos empregos.

Nesse contexto, instrumentos eficientes de renegociação de dívidas, acesso ao crédito em condições adequadas, educação financeira e políticas que reduzam os custos de funcionamento das empresas tornam-se ainda mais importantes.

A recuperação judicial desempenha uma função prevista em lei para permitir a reorganização de empresas economicamente viáveis. Entretanto, o forte crescimento desse instrumento entre micro e pequenas empresas também funciona como um sinal sobre as dificuldades enfrentadas por uma parcela relevante do setor produtivo brasileiro.

Para as entidades que representam os pequenos negócios, como a CONAMPE – Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais e a Fampepar, no Paraná, com as suas Associações (Ampecs) os números ampliam o debate sobre a necessidade de um ambiente econômico que permita às empresas não apenas sobreviver às dificuldades, mas também recuperar capacidade de investimento, geração de renda e manutenção dos postos de trabalho.

Afinal, a força dos pequenos negócios está diretamente ligada ao desenvolvimento das cidades, à circulação de renda e à geração de oportunidades em todas as regiões do país.

Fonte: reportagem do Valor Econômico, de 4 de agosto de 2026, assinada pelas jornalistas Luiza Calegari e Clarice Couto.

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