FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO ESTADO DO PARANÁ

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Teto do MEI, Simples e reforma tributária: o que os pequenos negócios precisam

O reajuste do teto do MEI voltou ao centro do debate econômico em Brasília e promete efeito direto nos estados brasileiros, especialmente aqueles com maiores economias. A proposta permite que o microempreendedor contrate até dois empregados, o dobro do que a regra atual autoriza. O tema ganhou destaque no programa Expressão Nacional, da TV Câmara, que reuniu autoridades e representantes do setor. Por sua vez, o encontro expôs consensos sobre o MEI e divergências sobre o Simples Nacional.

A Conampe/Fampepar representou o setor produtivo dos pequenos negócios, com a participação do seu presidente, Ercílio Santinoni, conselheiro do Sebrae Nacional, coordenador temático do Fórum Permanente da Microempresa e EPP nacional, coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo (MEMP) e membro do Conselho Gestor do Simples Nacional (CGSN).

O que está em jogo no novo teto do MEI

O Brasil soma quase 17 milhões de microempreendedores individuais e não atualiza o limite de faturamento desde 2018. Portanto, a defasagem já supera 70% de inflação no período. Segundo o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, o novo valor apenas repõe essa perda. “Você pega de 2018 para cá, passa de 72%. Esse aumento para R$ 140 mil repõe parte da inflação, ou a inflação total”, afirmou.

O debate reuniu os deputados federais Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) e Helder Salomão (PT-ES), além do secretário nacional de Ambiente de Negócios do Ministério do Empreendedorismo (MEMP), Maurício Juvenal, e do presidente da Conampe, Ercílio Santinoni. Aliás, Santinoni também preside a Fampepar e integra o Conselho Gestor do Simples Nacional.

Governo defende prioridade para o reajuste do teto do MEI

Para o governo, o MEI merece tratamento separado das empresas. Nesse sentido, Maurício Juvenal lembrou a origem do modelo. “O MEI não é empresa. Ele não foi criado em 2008 pensando em empresas, mas em pessoas. São manicures, pedreiros, eletricistas, essa gente que faz a roda da economia girar”, disse o secretário.

No entanto, ele alertou para os riscos de misturar os dois temas. “O risco de discutir os dois assuntos de forma correlata é criar um abismo tributário. Esse MEI ainda não está preparado para evoluir para um sistema como o Simples Nacional, e isso poderia levar à mortalidade desses pequenos negócios”, ponderou. Assim, o Ministério propõe um grupo de trabalho, a pedido do ministro, para tratar o Simples só depois das eleições.

Atualização do Simples Nacional divide o debate

A grande divergência recai sobre a proposta de elevar o teto do Simples de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões por ano. De acordo com os participantes, a mudança custaria cerca de R$ 50 bilhões em arrecadação, com projeções que chegam a R$ 66 bilhões. Em contrapartida, o impacto do reajuste do MEI ficaria em torno de R$ 8,1 bilhões.

Relator de leis do setor no passado, Hauly defendeu uma engrenagem única dentro do novo IVA. “Elevar o teto do MEI ajuda, dois empregos ajuda, mas não resolve. Aumentar o teto do Simples, neste momento, não tem razão. Nós devíamos colocar essas empresas dentro do IVA, com débito e crédito completo”, propôs o deputado paranaense. Por fim, ele sugeriu compactar as faixas iniciais do Simples até R$ 360 mil, com alíquota menor.

Helder Salomão, ex-prefeito de Cariacica e primeiro gestor do país a aplicar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, considerou o momento inadequado para o Simples. “Não cabe nesse momento mais 50 bilhões. A proposta do governo para o MEI é adequada. Tem uma redução na arrecadação, mas nós vamos ganhar em escala com o aumento da formalização”, avaliou.

Santinoni, por sua vez, chamou atenção para a sobreposição entre o teto do MEI e a primeira faixa da microempresa, que vai até R$ 180 mil. “Se o MEI for a 140, praticamente a primeira faixa fica se sobrepondo ao limite do MEI. E no Simples é mais caro”, observou. Ainda assim, ele defendeu a manutenção dos sublimites estaduais e municipais, para proteger a arrecadação dos municípios menores.

Box Conampe

Do crédito à exportação, as demandas dos pequenos negócios

Entre as prioridades citadas, o acesso ao crédito aparece como o maior desafio. “Eu diria que é o maior problema que eles têm hoje no país”, afirmou Rodrigo Soares. Para enfrentar o gargalo, o Sebrae opera um fundo garantidor de cerca de R$ 14 bilhões e oferece crédito assistido. Além disso, linhas como o Pronampe e o Procred praticam juros de 20% a 21% ao ano, ante os 35% cobrados no balcão dos bancos.

O governo também lançou um programa de renegociação de dívidas. De acordo com o Sebrae, cerca de 500 mil CNPJs em débito com a União podem voltar à atividade, com desconto de até 70% em juros e multas e parcelamento em até 140 meses. Enquanto isso, o mercado de compras públicas movimenta cerca de R$ 1 trilhão ao ano, mas apenas R$ 110 bilhões chegam hoje às micro e pequenas empresas.

Santinoni acrescentou que produtividade e digitalização preocupam tanto quanto o crédito. “O custo do dinheiro está proibitivo. A micro e pequena empresa está vendendo a janta para pagar o almoço”, resumiu. Nesse cenário, a inadimplência do setor gira em torno de 8%. Aliás, o Acordo Mercosul-União Europeia abriria um mercado de 720 milhões de pessoas, embora só cerca de 30 mil empresas brasileiras exportem atualmente.

Quais são os próximos passos

Na prática, os participantes convergiram para uma sequência de prioridades. Primeiro, aprovar já o reajuste do teto do MEI e a contratação de um segundo empregado, medida que pode gerar cerca de 500 mil empregos. Em seguida, entra em vigor, a partir de janeiro, a nota fiscal eletrônica obrigatória para o MEI. Só depois das eleições, o Congresso deve retomar a discussão do Simples e sua integração ao IVA.

Para o pequeno empreendedor de Maringá, o caminho passa por apoio local. Portanto, quem busca orientação pode procurar o Espaço do Empreendedor, na Rua Arthur Thomas, 792, ou acessar a plataforma Contrata + Brasil e os cursos gratuitos do Sebrae. Ao fim do debate, Helder Salomão resumiu o espírito da pauta. “Se o Brasil quer ser grande, tem que pensar primeiro nos pequenos”, concluiu.

Confira o debate:

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Mais que um recorde: 2 milhões de mulheres transformam o Brasil através do empreendedorismo

O Brasil alcançou uma marca histórica que merece ser celebrada, mas, acima de tudo, compreendida em sua profundidade. Mais do que uma estatística impressionante, os mais de 2 milhões de novos empreendimentos liderados por mulheres representam 2 milhões de histórias de coragem, recomeços e a busca incessante pela própria autonomia.

O crescimento do empreendedorismo feminino é um motor potente de transformação social. Quando uma mulher decide abrir seu próprio negócio, ela não está apenas gerando renda; ela está criando oportunidades, inspirando sua comunidade e fortalecendo a economia do país. A ascensão feminina no setor é sinônimo de um Brasil mais resiliente e inovador.

O Desafio de Ir Além

No entanto, sabemos que os números não escondem as dificuldades do dia a dia. Começar é um passo gigante, mas crescer exige suporte. Para muitas empreendedoras, os desafios de acessar crédito justo, expandir a operação e consolidar a gestão ainda são barreiras reais que precisam ser superadas.

É nesse cenário que o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) desempenha um papel fundamental. O foco é fortalecer políticas públicas que olhem especificamente para essas necessidades, ampliando o acesso a recursos e oferecendo apoio técnico em todas as etapas da jornada empreendedora.

Transformação Real

Na Conampe e na Fampepar, reafirmamos nosso compromisso com essa causa. Entendemos que apoiar a mulher empreendedora é um investimento de alto retorno social: quando uma mulher prospera, ela transforma sua realidade, cuida do futuro de sua família e ajuda a transformar o Brasil inteiro.

O recorde é delas, mas o benefício é de todos nós.

O Futuro é Delas!

A comunicação como pilar estratégico da gestão foi o ponto alto da palestra “O Futuro é Delas: Liderança e Impacto dos Negócios Liderados por Mulheres”, apresentada por Dani Mendes durante o XXIII Enampe, em Curitiba. Com uma trajetória de 25 anos na área — sendo 17 deles na Rede Globo —, a especialista compartilhou métodos práticos para que a mulher empreendedora ocupe seu espaço de direito no mercado.

Para Dani, a comunicação não deve ser vista como um dom, mas como uma competência essencial de liderança. Em sua fala, ela enfatizou que dominar a própria voz é o que permite às empresárias saírem dos bastidores e assumirem o comando estratégico de seus negócios com confiança.

Destaques da palestra:

  • Método “Ouse Brilhar”: Estratégias para transformar informações complexas em mensagens de impacto.
  • Resiliência e Gestão: O uso da psicologia positiva para fortalecer o ambiente corporativo.
  • Visão 360°: O equilíbrio entre o rigor acadêmico e a prática de mercado.

Como mentora e consultora do Sebrae, Dani Mendes reforçou no palco do Enampe que o crescimento da economia brasileira passa, obrigatoriamente, pelo fortalecimento das lideranças femininas.

Acesse o site do MEMP – clique aqui

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Confira a programação da XX Convenção Nacional da MPE

Confira como será a programação da XX Convenção Nacional da Micro e Pequena Empresa, nos dias 17 e 18 de novembro, no centro de eventos do Parque do Japão, em Maringá.

Faça já a sua inscrição – clique aqui

Confira:

Programacao e palestrantes 03

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Representantes do MEMP participam de reunião do Fopeme

Representantes do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) estiveram na sede do Sebrae/PR, em Curitiba, nesta terça-feira (28), para participar da reunião do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Paraná (Fopeme).

A pasta foi criada pelo Governo Federal, no ano passado, com o objetivo de alavancar políticas, programas e ações de apoio ao empreendedorismo, incentivo à capacitação, competitividade, formalização, inovação e acesso a recursos financeiros para as micro e pequenas empresas (MPE).

Reunião ordinária do Fopeme foi realizada na sede do Sebrae/PR, em Curitiba | Fotos: Eduardo Pereira

Durante a 58ª reunião ordinária da Fopeme, o secretário nacional de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, Maurício Juvenal, e a diretora substituta da Diretoria de Ambiente de Negócios, Jeane Gonçalves Ferreira Borges, tiveram a oportunidade de conhecer a atuação do Fórum e receberam propostas do Paraná para o ambiente de negócios das MPE.

Maurício Juvenal destacou a importância do Fopeme, no Paraná, e afirmou que o Fórum é referência para outros estados da federação.

“É um dos mais organizados e resolutivos que temos. Sempre que viemos aqui, levamos conteúdos que multiplicamos e repassamos para outros fóruns estaduais”, enfatizou.

Maurício Juvenal, secretário nacional de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, durante reunião com membros do Fopeme

O secretário nacional falou também sobre a implementação da política nacional para micro e pequenas empresas, estabelecida no início deste ano.

Além disso, ressaltou a necessidade de formalizar e acompanhar empresários para reverter a alta taxa de mortalidade das empresas nos primeiros cinco anos. Ele destacou a parceria com o Sebrae, que possui uma ampla rede, e é crucial para a implementação das políticas públicas em todo o Brasil.

“O presidente [Lula] pediu que o ministério identificasse os gargalos que dificultam a vida do empresário de pequeno porte e trabalhasse nas soluções. Temos duas vertentes principais: resolver problemas de crédito, tornando-o mais acessível e barato, e oferecer um tratamento tributário diferenciado”, pontuou.

Ercílio Santinoni, presidente da Fampepar e do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR

O presidente da Fampepar e do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR, Ercílio Santinoni, compartilhou a importância da reunião com o pessoal do ministério, destacando como o trabalho desenvolvido pelo Fopeme e pelo Sebrae no Paraná pode servir de exemplo para o Fórum Permanente Nacional.

“Além de sermos exemplos, nós queremos também colaborar com o Governo Federal no sentido de reativarmos os fóruns em todos os estados”, destacou Ercílio.

Também participaram da reunião o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Reinaldo Rissete, a coordenadora do Fopeme, Silvana Ribeiro Pereira, e Carlos Henrique de Assis, secretário-técnico do Fopeme. Carlos relembra que o Fopeme está inserido na Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná (Seic).

“Pudemos receber o secretário nacional para mostrar mais do trabalho do Fopeme, que tem sido um pilar no desenvolvimento das micro e pequenas empresas, promovendo um diálogo contínuo e ininterrupto entre o setor produtivo privado e o governo”, discorreu Carlos, que também ocupa o cargo de diretor de Simplificação e Inovação da Seic.

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Presidente da Fampepar e da Conampe representou o Fórum Permanente na entrega de Agenda Prioritária 2024 aos ministros Geraldo Alckimin e Márcio França

O presidente da Fampepar e da Conampe, Ercílio Santinoni, participou hoje (29/11) da 2ª Reunião Ordinária e da 2ª Reunião Plenária do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, realizada na CNC, em Brasília. Ele foi convidado para representar o Fórum Permanente e entregou ao ministro Márcio França e ao presidente da República em exercício, Geraldo Alckimin, a Agenda Prioritária 2024, elaborada com as principais demandas dos pequenos negócios e com o relatório das propostas do Fórum e projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional.

Essa foi a primeira reunião do Fórum sob a coordenação do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). A presença do ministro Márcio França, foi muito importante para todos os membros do Fórum, um grupo de cerca de 80 entidades organizadas de atuação nacional, representando os diversos setores produtivos.

Também esteve presente o ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckimin, que comandou o Fórum, com a sua equipe, durante esse ano de 2023. Muito significativo o fato de que Alckimin participou da reunião como presidente da República em exercício.

O presidente Ercílio Santinoni manifestou seu otimismo com as perspectivas de apoio e da elaboração de políticas públicas para atender as necessidades e os anseios dos MEIs, das micro e pequenas empresas: “Estamos prontos a continuar contribuindo com o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.  

COMITÊ TEMÁTICO DO MEI (CT-6) – Logo após a reunião plenária, com a participação dos ministros, Ercílio Santinoni coordenou, pelo setor privado, a reunião do Comitê Temático do Microempreendedor Individual, o CT-6, onde foram debatidos pontos principais das demandas dos MEIs.

Um resumo dos debates e os encaminhamentos serão feitos à equipe do MEMP.