O prazo acaba hoje, 29 de maio (quinta-feira). O microempreendedor individual (MEI) que ainda tem dívidas com a União dispõe de uma oportunidade excepcional para regularizar sua situação — e as condições são as melhores já oferecidas.
Até o final desta quinta-feira, o MEI pode parcelar seus débitos em até 133 meses, com parcela mínima de apenas R$ 25. Além disso, os descontos sobre juros, multas e encargos legais podem chegar a 100%. Ou seja: em alguns casos, é possível quitar a dívida sem pagar um centavo de acréscimo.
As condições, portanto, são excepcionais e não se repetem com frequência. Por isso, quem ainda não regularizou precisa agir agora, antes que o prazo se encerre.
Para negociar as dívidas, o MEI deve acessar o portal do Simples Nacional ou o portal da Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), no endereço regularize.pgfn.gov.br.
Tomar crédito pode ser uma das decisões mais estratégicas da vida de uma pequena ou média empresa. Por isso, a ANBC — Associação Nacional dos Bureaus de Crédito — desenvolveu um guia com 10 passos essenciais para que as PMEs se preparem antes de buscar financiamento.
O crédito é um recurso fundamental para a saúde financeira dos pequenos negócios. No entanto, utilizá-lo de forma sustentável exige planejamento. Portanto, seja como tomadora ou como credora, a empresa precisa percorrer essa trilha com consciência e responsabilidade.
Os 10 passos recomendados pela ANBC são:
Pensar na finalidade do crédito
Validar a necessidade
Fazer a própria análise de crédito
Pensar sobre as garantias
Avaliar a possibilidade de recorrer a família e amigos
Conhecer os tipos de credores
Conhecer programas governamentais
Buscar as melhores condições
Buscar ajuda profissional
Preparar-se para a burocracia
Além disso, o empresário deve reunir, com antecedência, a documentação necessária: balanço patrimonial, plano de negócios, documentação da empresa e dos sócios, obrigações de crédito, comprovantes de impostos e o Cadastro Positivo.
| “O setor de birôs, por meio da ANBC, dá uma força para que as PMEs utilizem o crédito de forma sustentável.”
A ANBC reúne os principais bureaus de crédito do Brasil: Equifax/BoaVista, QuOD, Serasa Experian, SPC Brasil e TransUnion. Para mais conteúdos sobre educação financeira, acesse www.anbc.org.br.
Nos últimos anos, a vida financeira ficou mais digital. Muitas decisões que antes dependiam de agência, papelada e longas esperas podem ser feitas pelo celular: pagar, receber, transferir, comparar propostas e até buscar crédito, ou seja, a vida financeira está na palma da mão, em qualquer smartphone.
Para micro e pequenas empresas, essa mudança é muito importante. Afinal, quem empreende precisa de soluções simples, rápidas, seguras e com menor custo. No Brasil, um dos exemplos mais claros dessa transformação é o PIX. Em pouco tempo, ele passou a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros, permitindo pagamentos e transferências instantâneas, a qualquer hora do dia. Para as MPEs, isso significa mais agilidade no caixa, redução de custos operacionais e facilidade para vender.
Esta evolução foi desenhada, combinando tecnologia, inovação e regulação. E, com facilidade e praticidade, atualmente mais de 80% da população já utilizam o PIX no país.
O Banco Central criou regras que permitiram o surgimento de novos tipos de empresas financeiras, como as instituições de pagamento e as fintechs. As fintechs são empresas que atuam em diversos segmentos dos serviços financeiros, como crédito, seguros, investimentos, meios de pagamento, entre outros. As instituições de pagamento oferecem serviços como contas digitais, pagamentos e transferências. Já as fintechs usam tecnologia para entregar soluções financeiras de forma mais simples e digital, em áreas como crédito, seguros, investimentos e meios de pagamento.
No crédito, existem fintechs autorizadas a atuar de formas diferentes. Algumas emprestam recursos próprios para empresas. Outras conectam investidores que têm dinheiro disponível a empresas que precisam de financiamento. Na prática, isso aumenta as alternativas para quem busca capital para crescer, comprar estoque, investir em equipamentos ou organizar o fluxo de caixa.
Outro avanço importante foi o surgimento de marketplaces e comparadores de crédito. Essas plataformas permitem consultar diferentes ofertas de empréstimos e financiamentos em um só lugar. Para o empreendedor, isso facilita a comparação de taxas, prazos e condições antes de tomar uma decisão.
O pequeno negócio que opta por dar mais visibilidade às suas informações de crédito e de relacionamento com o sistema financeiro aumenta as possibilidades de redução do custo de crédito, afinal, quanto melhor a empresa mostra seu histórico financeiro, maiores podem ser suas chances de obter crédito em condições mais adequadas.
É aqui que entram duas ferramentas importantes: o Cadastro Positivo e o Open Finance. As duas atuam forma complementar.
O Cadastro Positivo é reúne informações sobre o histórico de pagamentos de consumidores e empresas. Ele ajuda a mostrar o comportamento do tomador de crédito inclusive se a empresa paga suas contas em dia. Para uma MPE com bom comportamento financeiro, isso pode ser uma vantagem na hora de buscar crédito. As mudanças introduzidas no Cadastro Positivo criaram o modelo de “opt-out”. Nesse modelo, todos os consumidores e empresas foram incluídos no banco de dados com a opção de sair. Antes disso, era necessário optar por entrar no banco de dados. No próximo artigo, serão apresentados mais detalhes sobre o funcionamento do Cadastro Positivo.
Já o Open Finance permite que o cliente compartilhe suas informações financeiras com outras instituições e inicie transações fora do aplicativo do seu próprio banco, sempre mediante autorização. Isso pode ajudar bancos, fintechs e outras empresas a conhecer melhor a realidade financeira do negócio e oferecer soluções mais compatíveis com o perfil.
Na prática, essas ferramentas ajudam a reduzir a “falta de informação” no mercado de crédito. E quando quem empresta conhece melhor quem toma o crédito, o risco pode ser avaliado com mais precisão. Isso favorece propostas mais justas, mais concorrência e mais inclusão financeira.
Para as micro e pequenas empresas, a mensagem principal é simples: o crédito também ficou digital. E saber usar bem as novas ferramentas pode abrir caminhos para mais acesso, melhores condições e mais oportunidades de crescimento.
Reforça-se, então, o papel da tecnologia como aliada na expansão do crédito e no incentivo à competição dos serviços financeiros, o que contribui para maior inclusão dos pequenos negócios e redução do custo de crédito. Empresas que organizam suas informações, acompanham seu histórico, comparam opções e autorizam o compartilhamento de dados de forma consciente tendem a estar mais preparadas para acessar crédito de maneira responsável.
Em resumo, a digitalização do crédito pode ajudar as MPEs a transformar informação em oportunidade, histórico em confiança e acesso financeiro em crescimento sustentável.