FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO ESTADO DO PARANÁ

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Crédito para pequenos negócios exige planejamento, organização e atenção ao custo total

Material da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) reúne orientações para micro, pequenas e médias empresas se prepararem antes de buscar financiamento e aumentarem as chances de obter melhores condições.

O acesso ao crédito pode representar uma ferramenta importante para a manutenção, o investimento e o crescimento dos pequenos negócios. No entanto, antes de contratar um empréstimo ou financiamento, o empresário precisa avaliar a real necessidade dos recursos, organizar as finanças e conhecer sua capacidade de pagamento.

Veja material da ANBC:

Como tomar crédito ANBC 11-08Baixar

Essas são algumas das orientações apresentadas pela Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) no e-book Como tomar crédito – Melhores práticas para consumidores e micro, pequenas e médias empresas. Segundo a entidade, uma preparação adequada antes da solicitação pode aumentar as chances de aprovação e contribuir para a obtenção de taxas de juros e condições de pagamento mais favoráveis.

Para a Conampe e suas entidades, Federações e Associações, a orientação reforça um ponto essencial para os pequenos negócios: crédito deve fazer parte de uma decisão planejada e estar relacionado à capacidade financeira e aos objetivos da empresa.

Histórico financeiro também pesa na análise

O comportamento financeiro da empresa interfere diretamente na avaliação de crédito. De acordo com o material, contas e contratos mantidos no CNPJ, pagamentos realizados dentro do prazo e informações cadastrais atualizadas ajudam na construção de um histórico de crédito.

Já atrasos, negativações e outros compromissos não cumpridos podem prejudicar a nota de crédito. A recomendação, quando houver restrições, é planejar a renegociação e a quitação das dívidas.

Cadastro Positivo pode ampliar informações sobre o pequeno negócio

O e-book também destaca o papel do Cadastro Positivo, que reúne informações sobre empréstimos, financiamentos, cartões, consórcios e histórico de pagamentos de serviços como telefone, internet, água, energia e gás. Assim, a análise considera não apenas situações de inadimplência, mas também o histórico de pontualidade do tomador.

Para micro e pequenas empresas, esse conjunto de informações pode contribuir para a inclusão no mercado de crédito, especialmente nos casos em que o negócio possui pouco histórico junto às instituições financeiras tradicionais.

Segundo a ANBC, entre os benefícios estão maior inclusão financeira, melhores condições para que o tomador compare propostas e uma análise mais precisa da capacidade de pagamento.

Crédito deve ser ferramenta de desenvolvimento

Para os pequenos negócios, o crédito pode abrir espaço para investimentos, expansão, modernização e reforço do capital de giro. Contudo, a contratação precisa estar acompanhada de planejamento.

A principal mensagem do material da ANBC é justamente essa: antes de procurar crédito, o empresário deve organizar a casa, saber exatamente quanto precisa, para que utilizará os recursos e de onde virá o dinheiro para pagar a dívida.

O e-book Como tomar crédito (acima) integra as iniciativas da ANBC voltadas à educação financeira e ao desenvolvimento sustentável do mercado de crédito brasileiro.

Fonte: Associação Nacional dos Bureaus de Crédito – ANBC

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Teto do MEI, Simples e reforma tributária: o que os pequenos negócios precisam

O reajuste do teto do MEI voltou ao centro do debate econômico em Brasília e promete efeito direto nos estados brasileiros, especialmente aqueles com maiores economias. A proposta permite que o microempreendedor contrate até dois empregados, o dobro do que a regra atual autoriza. O tema ganhou destaque no programa Expressão Nacional, da TV Câmara, que reuniu autoridades e representantes do setor. Por sua vez, o encontro expôs consensos sobre o MEI e divergências sobre o Simples Nacional.

A Conampe/Fampepar representou o setor produtivo dos pequenos negócios, com a participação do seu presidente, Ercílio Santinoni, conselheiro do Sebrae Nacional, coordenador temático do Fórum Permanente da Microempresa e EPP nacional, coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo (MEMP) e membro do Conselho Gestor do Simples Nacional (CGSN).

O que está em jogo no novo teto do MEI

O Brasil soma quase 17 milhões de microempreendedores individuais e não atualiza o limite de faturamento desde 2018. Portanto, a defasagem já supera 70% de inflação no período. Segundo o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, o novo valor apenas repõe essa perda. “Você pega de 2018 para cá, passa de 72%. Esse aumento para R$ 140 mil repõe parte da inflação, ou a inflação total”, afirmou.

O debate reuniu os deputados federais Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) e Helder Salomão (PT-ES), além do secretário nacional de Ambiente de Negócios do Ministério do Empreendedorismo (MEMP), Maurício Juvenal, e do presidente da Conampe, Ercílio Santinoni. Aliás, Santinoni também preside a Fampepar e integra o Conselho Gestor do Simples Nacional.

Governo defende prioridade para o reajuste do teto do MEI

Para o governo, o MEI merece tratamento separado das empresas. Nesse sentido, Maurício Juvenal lembrou a origem do modelo. “O MEI não é empresa. Ele não foi criado em 2008 pensando em empresas, mas em pessoas. São manicures, pedreiros, eletricistas, essa gente que faz a roda da economia girar”, disse o secretário.

No entanto, ele alertou para os riscos de misturar os dois temas. “O risco de discutir os dois assuntos de forma correlata é criar um abismo tributário. Esse MEI ainda não está preparado para evoluir para um sistema como o Simples Nacional, e isso poderia levar à mortalidade desses pequenos negócios”, ponderou. Assim, o Ministério propõe um grupo de trabalho, a pedido do ministro, para tratar o Simples só depois das eleições.

Atualização do Simples Nacional divide o debate

A grande divergência recai sobre a proposta de elevar o teto do Simples de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões por ano. De acordo com os participantes, a mudança custaria cerca de R$ 50 bilhões em arrecadação, com projeções que chegam a R$ 66 bilhões. Em contrapartida, o impacto do reajuste do MEI ficaria em torno de R$ 8,1 bilhões.

Relator de leis do setor no passado, Hauly defendeu uma engrenagem única dentro do novo IVA. “Elevar o teto do MEI ajuda, dois empregos ajuda, mas não resolve. Aumentar o teto do Simples, neste momento, não tem razão. Nós devíamos colocar essas empresas dentro do IVA, com débito e crédito completo”, propôs o deputado paranaense. Por fim, ele sugeriu compactar as faixas iniciais do Simples até R$ 360 mil, com alíquota menor.

Helder Salomão, ex-prefeito de Cariacica e primeiro gestor do país a aplicar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, considerou o momento inadequado para o Simples. “Não cabe nesse momento mais 50 bilhões. A proposta do governo para o MEI é adequada. Tem uma redução na arrecadação, mas nós vamos ganhar em escala com o aumento da formalização”, avaliou.

Santinoni, por sua vez, chamou atenção para a sobreposição entre o teto do MEI e a primeira faixa da microempresa, que vai até R$ 180 mil. “Se o MEI for a 140, praticamente a primeira faixa fica se sobrepondo ao limite do MEI. E no Simples é mais caro”, observou. Ainda assim, ele defendeu a manutenção dos sublimites estaduais e municipais, para proteger a arrecadação dos municípios menores.

Box Conampe

Do crédito à exportação, as demandas dos pequenos negócios

Entre as prioridades citadas, o acesso ao crédito aparece como o maior desafio. “Eu diria que é o maior problema que eles têm hoje no país”, afirmou Rodrigo Soares. Para enfrentar o gargalo, o Sebrae opera um fundo garantidor de cerca de R$ 14 bilhões e oferece crédito assistido. Além disso, linhas como o Pronampe e o Procred praticam juros de 20% a 21% ao ano, ante os 35% cobrados no balcão dos bancos.

O governo também lançou um programa de renegociação de dívidas. De acordo com o Sebrae, cerca de 500 mil CNPJs em débito com a União podem voltar à atividade, com desconto de até 70% em juros e multas e parcelamento em até 140 meses. Enquanto isso, o mercado de compras públicas movimenta cerca de R$ 1 trilhão ao ano, mas apenas R$ 110 bilhões chegam hoje às micro e pequenas empresas.

Santinoni acrescentou que produtividade e digitalização preocupam tanto quanto o crédito. “O custo do dinheiro está proibitivo. A micro e pequena empresa está vendendo a janta para pagar o almoço”, resumiu. Nesse cenário, a inadimplência do setor gira em torno de 8%. Aliás, o Acordo Mercosul-União Europeia abriria um mercado de 720 milhões de pessoas, embora só cerca de 30 mil empresas brasileiras exportem atualmente.

Quais são os próximos passos

Na prática, os participantes convergiram para uma sequência de prioridades. Primeiro, aprovar já o reajuste do teto do MEI e a contratação de um segundo empregado, medida que pode gerar cerca de 500 mil empregos. Em seguida, entra em vigor, a partir de janeiro, a nota fiscal eletrônica obrigatória para o MEI. Só depois das eleições, o Congresso deve retomar a discussão do Simples e sua integração ao IVA.

Para o pequeno empreendedor de Maringá, o caminho passa por apoio local. Portanto, quem busca orientação pode procurar o Espaço do Empreendedor, na Rua Arthur Thomas, 792, ou acessar a plataforma Contrata + Brasil e os cursos gratuitos do Sebrae. Ao fim do debate, Helder Salomão resumiu o espírito da pauta. “Se o Brasil quer ser grande, tem que pensar primeiro nos pequenos”, concluiu.

Confira o debate:

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Reforma Tributária: quem orienta o pequeno negócio precisa chegar na frente

Quem entende a Reforma, lidera. Quem lidera, fatura!

A maior mudança tributária dos últimos 60 anos já começou. A transição do CBS e do IBS vai de 2026 a 2032 e afeta diretamente milhões de micro e pequenas empresas brasileiras. Por isso, a Fampepar recomenda atenção ao AtIVA Day 2026, que reúne os arquitetos da Reforma Tributária em um único palco.

O evento acontece no dia 16 de julhoquinta-feira, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR), nos formatos presencial e online, com apoio da Conampe e Fampepar. Entre os nomes confirmados estão Bernard Appy, Luiz Renato Hauly e representantes dos Comitês Gestores. Ou seja, quem escreveu as regras e quem já implementa o novo modelo estarão na mesma sala. Inscrições – clique aqui. Inscrições presenciais ou online.

Para advogadoscontadoresconsultores e líderes empresariais que atendem pequenos negócios, o momento exige preparo. Afinal, o empreendedor vai buscar respostas exatamente nesses profissionais e lideranças. Quem dominar a transição terá condições de proteger empresas, evitar erros e transformar conhecimento em oportunidade.

Evento em Curitiba
O conhecimento vai fazer a diferença na largada da reforma tributária

O AtIVA Day é uma realização do HIT, hub de inteligência tributária que nasce do movimento Destrava Brasil. Mais informações e ingressos em hittributario.com.br.

Inscrições: https://hittributario.com.br/ – Inscrições presenciais ou online.

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10 passos para PMEs tomarem crédito com segurança — e a “lição de casa” que todo empresário precisa fazer

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Tomar crédito pode ser uma das decisões mais estratégicas da vida de uma pequena ou média empresa. Por isso, a ANBC — Associação Nacional dos Bureaus de Crédito — desenvolveu um guia com 10 passos essenciais para que as PMEs se preparem antes de buscar financiamento.

O crédito é um recurso fundamental para a saúde financeira dos pequenos negócios. No entanto, utilizá-lo de forma sustentável exige planejamento. Portanto, seja como tomadora ou como credora, a empresa precisa percorrer essa trilha com consciência e responsabilidade.

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Os 10 passos recomendados pela ANBC são:

  1. Pensar na finalidade do crédito
  2. Validar a necessidade
  3. Fazer a própria análise de crédito
  4. Pensar sobre as garantias
  5. Avaliar a possibilidade de recorrer a família e amigos
  6. Conhecer os tipos de credores
  7. Conhecer programas governamentais
  8. Buscar as melhores condições
  9. Buscar ajuda profissional
  10. Preparar-se para a burocracia

Além disso, o empresário deve reunir, com antecedência, a documentação necessária: balanço patrimonial, plano de negócios, documentação da empresa e dos sócios, obrigações de crédito, comprovantes de impostos e o Cadastro Positivo.

| “O setor de birôs, por meio da ANBC, dá uma força para que as PMEs utilizem o crédito de forma sustentável.”

A ANBC reúne os principais bureaus de crédito do Brasil: Equifax/BoaVista, QuOD, Serasa Experian, SPC Brasil e TransUnion. Para mais conteúdos sobre educação financeira, acesse www.anbc.org.br.

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Mais que um recorde: 2 milhões de mulheres transformam o Brasil através do empreendedorismo

O Brasil alcançou uma marca histórica que merece ser celebrada, mas, acima de tudo, compreendida em sua profundidade. Mais do que uma estatística impressionante, os mais de 2 milhões de novos empreendimentos liderados por mulheres representam 2 milhões de histórias de coragem, recomeços e a busca incessante pela própria autonomia.

O crescimento do empreendedorismo feminino é um motor potente de transformação social. Quando uma mulher decide abrir seu próprio negócio, ela não está apenas gerando renda; ela está criando oportunidades, inspirando sua comunidade e fortalecendo a economia do país. A ascensão feminina no setor é sinônimo de um Brasil mais resiliente e inovador.

O Desafio de Ir Além

No entanto, sabemos que os números não escondem as dificuldades do dia a dia. Começar é um passo gigante, mas crescer exige suporte. Para muitas empreendedoras, os desafios de acessar crédito justo, expandir a operação e consolidar a gestão ainda são barreiras reais que precisam ser superadas.

É nesse cenário que o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) desempenha um papel fundamental. O foco é fortalecer políticas públicas que olhem especificamente para essas necessidades, ampliando o acesso a recursos e oferecendo apoio técnico em todas as etapas da jornada empreendedora.

Transformação Real

Na Conampe e na Fampepar, reafirmamos nosso compromisso com essa causa. Entendemos que apoiar a mulher empreendedora é um investimento de alto retorno social: quando uma mulher prospera, ela transforma sua realidade, cuida do futuro de sua família e ajuda a transformar o Brasil inteiro.

O recorde é delas, mas o benefício é de todos nós.

O Futuro é Delas!

A comunicação como pilar estratégico da gestão foi o ponto alto da palestra “O Futuro é Delas: Liderança e Impacto dos Negócios Liderados por Mulheres”, apresentada por Dani Mendes durante o XXIII Enampe, em Curitiba. Com uma trajetória de 25 anos na área — sendo 17 deles na Rede Globo —, a especialista compartilhou métodos práticos para que a mulher empreendedora ocupe seu espaço de direito no mercado.

Para Dani, a comunicação não deve ser vista como um dom, mas como uma competência essencial de liderança. Em sua fala, ela enfatizou que dominar a própria voz é o que permite às empresárias saírem dos bastidores e assumirem o comando estratégico de seus negócios com confiança.

Destaques da palestra:

  • Método “Ouse Brilhar”: Estratégias para transformar informações complexas em mensagens de impacto.
  • Resiliência e Gestão: O uso da psicologia positiva para fortalecer o ambiente corporativo.
  • Visão 360°: O equilíbrio entre o rigor acadêmico e a prática de mercado.

Como mentora e consultora do Sebrae, Dani Mendes reforçou no palco do Enampe que o crescimento da economia brasileira passa, obrigatoriamente, pelo fortalecimento das lideranças femininas.

Acesse o site do MEMP – clique aqui

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Procred: linha de crédito é alternativa estratégica para micro e pequenos empreendedores

Para os empreendedores que buscam fôlego financeiro e não encontraram no Pronampe a resposta ideal para suas necessidades, é uma promissora porta se abre. O Procred chegou ao mercado como uma ferramenta estratégica de financiamento, desenhada para ampliar o acesso ao capital e fortalecer a sustentabilidade dos pequenos negócios.

Este novo instrumento apresenta-se como uma fonte adicional de recursos com um potencial considerável de impacto na economia local. O Procred foi estruturado para ser uma alternativa viável e eficiente, garantindo que o crédito chegue a quem realmente precisa produzir e crescer.

Como acessar o crédito?

O procedimento para os empreendedores interessados é direto e sem burocracias excessivas: basta solicitar o crédito diretamente nas instituições bancárias parceiras. Recomenda-se que o empresário procure o seu gerente ou a instituição de sua preferência para verificar a disponibilidade e as condições específicas.

Vantagens Competitivas

O grande diferencial deste modelo reside no alívio do peso financeiro sobre o caixa das empresas. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Flexibilidade nos prazos: Condições de pagamento que respeitam o tempo de maturação e o fluxo de caixa do negócio.
  • Taxas Reduzidas: Juros mais competitivos e menores do que as taxas praticadas atualmente no mercado convencional.

Essa é mais uma vitória para o setor de micro e pequenas empresas, reforçando o compromisso com a formalização e a saúde financeira de quem empreende no Brasil.

Para obter informações detalhadas e orientações oficiais, acesse o portal do Governo Federal: gov.br/memp.

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Entidades contábeis denunciam instabilidade no sistema da Receita Federal e pedem prorrogação do Simples Nacional

Empresas de contabilidade, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empresários do Paraná enfrentaram dificuldades para aderir ao Simples Nacional nos últimos dias por causa de falhas e instabilidade no sistema eletrônico da Receita Federal. O problema levou o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Paraná (Sescap-PR) e a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado (Fampepar) a formalizarem um pedido de providências ao órgão federal.

Em ofício enviado à Superintendência da Receita Federal da 9ª Região Fiscal, em Curitiba, as entidades relatam que, desde o início da última semana, profissionais da contabilidade vêm registrando lentidão, quedas no sistema e dificuldade de acesso ao portal, justamente no período decisivo para a opção pelo regime tributário.

O prazo oficial para adesão ao Simples Nacional e ao enquadramento do MEI terminou no dia 30 de janeiro, mas, segundo as entidades, milhares de empresas não conseguiram concluir o processo dentro do tempo previsto.

De acordo com o documento, o problema não é pontual. Relatos de escritórios e empresários indicam “enormes dificuldades” e indisponibilidade recorrente da plataforma digital, o que pode resultar em prejuízo financeiro, já que a não adesão ao regime simplificado implica enquadramento automático em tributações mais onerosas.

As entidades destacam ainda que a situação não decorre de erro do contribuinte ou dos profissionais de contabilidade, mas de falhas técnicas nos sistemas eletrônicos da Receita.

Diante do cenário, o Sescap-PR e a Fampepar solicitaram:

  • restabelecimento imediato dos sistemas;
  • reabertura do prazo de adesão;
  • prorrogação do período de opção ao Simples Nacional e ao MEI, pelo menos até 13 de fevereiro.

Segundo os presidentes das entidades, a medida é necessária para garantir segurança jurídica e evitar prejuízos a micro e pequenas empresas, responsáveis por grande parte da geração de empregos no estado.

O pedido agora aguarda posicionamento da Receita Federal.

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Crédito para MPEs no Brasil: evolução histórica, dados recentes e recorte regional

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Nas economias modernas, o sistema financeiro promove o encontro entre concedentes e demandantes de recursos. As empresas que tomam crédito o fazem usando os recursos para viabilizar o giro do negócio e realizar investimentos produtivos.

Iniciamos hoje uma parceria de compartilhar melhores prática sobre como tomar e oferecer crédito com a CONAMPE por meio de materiais informativos e uma série de artigos no universo das micro e pequenas empresas. Para começar, apresentamos alguns números que dão a dimensão desse mercado no Brasil.

De acordo com dados do Banco Central, o saldo de crédito destinado a empresas chegou a R$ 2,61 trilhões em novembro de 2025. Essa cifra mostra o valor em aberto das operações de empréstimos e financiamentos feitos por meio do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O detalhamento dos dados revela que 53,9% do saldo total foi destinado a grandes empresas e 46,1% foi destinado a micro, pequenas e médias empresas. Esse é o retrato mais atual da distribuição do crédito empresarial.

A evolução recente mostra que, no início da década, a participação das empresas de menor porte no saldo de crédito chegou a 34%, recuperando-se a partir de então, sobretudo com os programas de incentivo ao crédito durante a pandemia. Esse período foi, aliás, de crescimento acelerado do crédito para as empresas menores. Entre 2020 e o início de 2025, o crescimento médio anual do saldo de crédito para esse segmento foi de 16%, enquanto o de grandes empresas foi de 8%.

Os dados de inadimplência divulgados pelo setor dos birôs de crédito mostram que, à medida que o crédito avança, a quantidade de micro e pequenas empresas negativadas também cresce. Em outubro de 2025, esse número chegou a 8,2 milhões, com aumento de 25% na comparação com o mesmo o mês do ano anterior.

Mesmo com esses números mais recentes de crescimento do crédito, a maior parte dos pequenos negócios ainda lida com restrições a empréstimos e financiamentos. O fenômeno é observado no Brasil e no mundo, tendo sido destaque nas discussões do G20 em 2024, sob a presidência brasileira. Na ocasião, observou-se que os gargalos para a contratação de crédito dos pequenos negócios residiam na falta de garantias e de relatórios financeiros para a análise de crédito.

Analisando a percepção dos empresários, uma sondagem realizada em 2025 pelo Sebrae mostrou que, nos seis meses anteriores à pesquisa, 15% dos pequenos negócios fizeram a solicitação de um novo empréstimo. Os dados sugerem que a contratação de recursos é algo distante da rotina das pequenas empresas, que se limita aos recursos próprios.

Entre os que solicitaram crédito, quase metade conseguiu a liberação, sendo que os principais motivos para buscarem empréstimos foram: capital de giro (41%), compra de máquinas e equipamentos (29%) e reforma/ampliação do negócio (21%).

O estudo mostra que a região Nordeste lidera a busca de empresários por empréstimos (24%). Em seguida, aparecem as regiões Norte (20%) e Centro Oeste (18%), Sudeste (13%) e Sul (11%) Nota-se que, mesmo nas regiões onde o percentual de solicitações de crédito foi maior, os números ainda são baixos com relação ao total de MPEs no país.

A boa notícia é que desenvolvimentos recentes do mercado de crédito, sobretudo no Brasil, podem acelerar a transformação dessa realidade, tornando as modalidades de empréstimos e financiamentos mais acessíveis aos pequenos negócios. Nos últimos anos, houve um esforço regulatório que envolveu a sociedade civil e órgãos governamentais para modernizar o mercado de crédito brasileiro. Um dos frutos desse esforço foi o novo Cadastro Positivo, responsável por dar visibilidade a pessoas físicas e jurídicas no país.

Nas próximas edições, detalharemos alguns dos tópicos citados neste panorama, como os programas governamentais de incentivo ao crédito, o papel do avanço tecnológico, a importância da nota de crédito, entre outros temas. O objetivo é contribuir com informações para que as micro e pequenas empresas possam ter mais visibilidade sobre como buscar recursos para a expansão dos negócios ou para a gestão do fluxo de caixa.

Dado o potencial de crescimento das pequenas empresas, o crédito bem concedido, com o devido controle de risco, é uma porta que se abre para o desenvolvimento econômico e social do país.

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Minicurso Postar para vender. Aula 1 – Organizando suas redes sociais – 19/09 – 19h

Aprenda a Dominar Suas Redes Sociais com Jú Margoliano!

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Aula 1 – Organizando suas redes sociais – 19/09

Aula 2 – Estratégia de conteúdo – 26/09 – Reserve essa data e participe da aula 2 do nosso minicurso.

Aula 3 – Como fazer um post que vende – 03/10 – Reserve essa data e participe da aula 3 do nosso minicurso.

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Acompanhe no site os eventos da Conampe e as inscrições para as aulas 2 e 3.

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Dia 8 de agosto tem Escola de Marketing online, às 19h

Dia 8 de agosto, terça-feira, 19h, a Escola de Marketing chega com tudo!
Nosso convidado é Léo Begin, o Mago das Marcas Pessoais, especialista em Marketing com foco em Personal Branding, consultor, mentor e palestrante. Inscrições gratuitas – Clique aqui!

Léo tem MBA em Marketing e Negócios pelo CESUMAR, formação em Branding pela Belas Artes de SP e análise comportamental DISC. Seu propósito é despertar o poder da marca pessoal de empreendedores e profissionais e transformá-los em autoridades em suas áreas de atuação. Através de uma abordagem única, combinando metodologias consolidadas com abordagens inovadoras, testadas e aprovadas por muitos profissionais.

Com o sucesso e metas atingidas, alguns clientes começaram a chamá-lo de “O Mago das Marcas Pessoais”, um epíteto que ele incorporou à minha marca pessoal.

Nesse evento online da Conampe para o programa Associativismo 4.0, teremos a oportunidade de entender o marketing digital não apenas como uma ferramenta essencial na era moderna, mas também para enfatizar a importância da conexão e autenticidade. É um erro comum pensar que basta publicar e anunciar para obter resultados. A realidade é que o marketing digital exige estratégia, constância, foco e persistência. Mas, acima de tudo, é vital criar conexões genuínas com o público, pois são essas relações que impulsionam o sucesso no mundo digital.

Sabendo que a presença online não é mais uma opção, mas uma necessidade urgente e que o seu público, composto por empreendedores, artesãos e aqueles que buscam elevar seus negócios, procuram orientação e insights sobre como navegar neste espaço digital complexo, podemos trazer uma visão mais palpável e acessível a todos.

Moderação: Fábio Rezende, diretor da Agência WP, WEB Developer, consultor de TI da Conampe no projeto Associativismo 4.0, gestor de tráfego digital e mídias sociais.

Inscrições gratuitas – Clique aqui!

Fale com a Fampepar:
E-mail: imprensa@conampe.org.br
WhatsApp (mensagens) (61) 99926-1900