FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO ESTADO DO PARANÁ

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Opinião: Brasil, um país abençoado, diante de um futuro que nos preocupa

O Brasil é, sem dúvida, um país abençoado pela Natureza e por Deus. É uma nação continental, rica em água, minerais e terras férteis. Produz, em muitas regiões, duas ou até três safras agrícolas por ano, possui uma das maiores extensões de litoral do mundo e alimenta, por meio de suas exportações, milhões de pessoas em todos os continentes.

É também um país de encontros. Aqui convivem diferentes povos, culturas e tradições. Judeus e Árabes, Russos e Ucranianos, Italianos, Japoneses e tantos outros encontraram no Brasil um lugar para viver, trabalhar e construir suas histórias. Somos, inclusive, o país que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e uma das maiores comunidades italianas fora da Itália. Essa extraordinária miscigenação fez do Brasil uma nação singular, plural e admirada em diferentes partes do mundo.

A riqueza que não se transforma em prosperidade

Mas o País que recebeu tantas bênçãos da Natureza parece, hoje, incapaz de transformar toda essa riqueza em prosperidade para sua própria população. A realidade brasileira é preocupante. Convive-se com uma das mais elevadas cargas tributárias, juros entre os maiores do mundo, corrupção em diferentes níveis da administração pública, desigualdade social persistente e uma crescente descrença nas instituições.

O Judiciário, para grande parte da população, perdeu credibilidade. O Congresso Nacional é frequentemente visto como um espaço onde interesses pessoais e partidários se sobrepõem aos verdadeiros interesses da sociedade. E as emendas parlamentares, que deveriam representar instrumentos de desenvolvimento e atendimento às necessidades dos municípios, tornaram-se alvo de questionamentos quanto à sua transparência e utilização.

Enquanto isso, empresas fecham as portas, outras recorrem à recuperação judicial e milhões de brasileiros continuam enfrentando dificuldades para sobreviver com dignidade.

Diante desse cenário, a perspectiva para 2027 não é animadora. As eleições de 2026 deveriam representar uma oportunidade de renovação, esperança e reconstrução. Entretanto, o quadro político que se desenha até o momento não permite muito otimismo.

A renovação da Câmara dos Deputados, por exemplo, poderá ser pequena. O sistema de distribuição das emendas parlamentares criou uma relação de dependência entre parlamentares e administrações municipais, fazendo com que muitos prefeitos mantenham compromissos com os atuais Deputados. Isso dificulta a entrada de novos nomes e reduz a possibilidade de uma verdadeira renovação política.

Os próprios partidos parecem, muitas vezes, mais preocupados em eleger bancadas numerosas para ampliar sua participação no Fundo Partidário do que em apresentar ao eleitor projetos consistentes para o futuro do País.

Um país abençoado

O voto consciente e a busca por um estadista

E chegamos ao ponto mais delicado: a escolha de quem deverá governar o Brasil. Os nomes que hoje polarizam a disputa presidencial apresentam altos índices de rejeição e carregam consigo histórias políticas marcadas por profundas controvérsias. A sociedade permanece dividida, muitas vezes votando mais contra alguém do que propriamente a favor de um projeto de País. Foi isso, em grande medida, que ocorreu em 2018, quando Jair Bolsonaro conseguiu construir sua candidatura como uma alternativa ao chamado “anti-Lula”.

Mas o Brasil não pode continuar escolhendo seus Presidentes apenas pelo sentimento de rejeição a alguém. Precisamos escolher pelo que queremos construir.

O Brasil necessita de um Presidente íntegro, com autoridade moral, preparo administrativo e compromisso verdadeiro com a democracia. Um líder capaz de compreender que o desenvolvimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para promover justiça social, oportunidades e dignidade.

Precisamos de alguém que não roube e que não permita roubar. Que respeite as instituições, mas que também tenha coragem para corrigir seus erros. Que saiba dialogar, pacificar e unir uma sociedade cansada de confrontos. Precisamos, enfim, de um estadista.

Não podemos avaliar um candidato apenas por seus discursos. É preciso conhecer sua trajetória, seus princípios, suas realizações e também aqueles que caminham ao seu lado. No grupo político ligado a Jair Bolsonaro, por exemplo, diversos integrantes de sua própria família ocupam ou disputam cargos públicos em diferentes Estados. Da mesma forma, a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva merece ser analisada à luz de sua longa carreira sindical e política, assim como das controvérsias e acusações que marcaram sua trajetória.

O eleitor não pode terceirizar sua responsabilidade. Não basta repetir aquilo que ouvimos nas redes sociais, nos discursos políticos ou nas campanhas eleitorais. É preciso pesquisar, comparar, questionar e, sobretudo, pensar. O voto é a arma democrática que temos para mudar os rumos do País. Mas essa arma somente terá força se for utilizada com consciência.

O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de homens e mulheres preparados, honestos, competentes e comprometidos com o interesse público. Ainda existem candidatos ficha limpa. Existem pessoas com experiência, capacidade administrativa e disposição para servir ao País. Cabe a nós encontrá-las. Cabe a nós escolher.

Porque o futuro do Brasil não será decidido apenas pelos políticos. Será decidido por cada brasileiro que entrar em uma cabine de votação e compreender a responsabilidade que carrega nas mãos.

O Brasil é rico. O Brasil é grande. O Brasil tem potencial para ser uma das grandes nações do mundo. O que nos falta não é riqueza. Falta-nos, sobretudo, transformar essa riqueza em um projeto de Nação e escolher líderes à altura do País que podemos ser.

Borges da Silveira, ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal

Brasil: um país abençoado, diante de um futuro que nos preocupa

O Brasil é, sem dúvida, um país privilegiado pela Natureza e por Deus. É uma nação continental, rica em água, minerais e terras férteis. Produz, em muitas regiões, duas ou até três safras agrícolas por ano, possui uma das maiores extensões de litoral do mundo e alimenta, por meio de suas exportações, milhões de pessoas em todos os continentes.

É também um país de encontros. Aqui convivem diferentes povos, culturas e tradições. Judeus e Árabes, Russos e Ucranianos, Italianos, Japoneses e tantos outros encontraram no Brasil um lugar para viver, trabalhar e construir suas histórias. Somos, inclusive, o país que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e uma das maiores comunidades italianas fora da Itália. Essa extraordinária miscigenação fez do Brasil uma nação singular, plural e admirada em diferentes partes do mundo.

A riqueza que não se transforma em prosperidade

Mas o País que recebeu tantas bênçãos da Natureza parece, hoje, incapaz de transformar toda essa riqueza em prosperidade para sua própria população. A realidade brasileira é preocupante. Convive-se com uma das mais elevadas cargas tributárias, juros entre os maiores do mundo, corrupção em diferentes níveis da administração pública, desigualdade social persistente e uma crescente descrença nas instituições.

O Judiciário, para grande parte da população, perdeu credibilidade. O Congresso Nacional é frequentemente visto como um espaço onde interesses pessoais e partidários se sobrepõem aos verdadeiros interesses da sociedade. E as emendas parlamentares, que deveriam representar instrumentos de desenvolvimento e atendimento às necessidades dos municípios, tornaram-se alvo de questionamentos quanto à sua transparência e utilização.

Enquanto isso, empresas fecham as portas, outras recorrem à recuperação judicial e milhões de brasileiros continuam enfrentando dificuldades para sobreviver com dignidade.

Diante desse cenário, a perspectiva para 2027 não é animadora. As eleições de 2026 deveriam representar uma oportunidade de renovação, esperança e reconstrução. Entretanto, o quadro político que se desenha até o momento não permite muito otimismo.

A renovação da Câmara dos Deputados, por exemplo, poderá ser pequena. O sistema de distribuição das emendas parlamentares criou uma relação de dependência entre parlamentares e administrações municipais, fazendo com que muitos prefeitos mantenham compromissos com os atuais Deputados. Isso dificulta a entrada de novos nomes e reduz a possibilidade de uma verdadeira renovação política.

Os próprios partidos parecem, muitas vezes, mais preocupados em eleger bancadas numerosas para ampliar sua participação no Fundo Partidário do que em apresentar ao eleitor projetos consistentes para o futuro do País.

O voto consciente e a busca por um estadista

E chegamos ao ponto mais delicado: a escolha de quem deverá governar o Brasil. Os nomes que hoje polarizam a disputa presidencial apresentam altos índices de rejeição e carregam consigo histórias políticas marcadas por profundas controvérsias. A sociedade permanece dividida, muitas vezes votando mais contra alguém do que propriamente a favor de um projeto de País. Foi isso, em grande medida, que ocorreu em 2018, quando Jair Bolsonaro conseguiu construir sua candidatura como uma alternativa ao chamado “anti-Lula”.

Mas o Brasil não pode continuar escolhendo seus Presidentes apenas pelo sentimento de rejeição a alguém. Precisamos escolher pelo que queremos construir.

O Brasil necessita de um Presidente íntegro, com autoridade moral, preparo administrativo e compromisso verdadeiro com a democracia. Um líder capaz de compreender que o desenvolvimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para promover justiça social, oportunidades e dignidade.

Precisamos de alguém que não roube e que não permita roubar. Que respeite as instituições, mas que também tenha coragem para corrigir seus erros. Que saiba dialogar, pacificar e unir uma sociedade cansada de confrontos. Precisamos, enfim, de um estadista.

Não podemos avaliar um candidato apenas por seus discursos. É preciso conhecer sua trajetória, seus princípios, suas realizações e também aqueles que caminham ao seu lado. No grupo político ligado a Jair Bolsonaro, por exemplo, diversos integrantes de sua própria família ocupam ou disputam cargos públicos em diferentes Estados. Da mesma forma, a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva merece ser analisada à luz de sua longa carreira sindical e política, assim como das controvérsias e acusações que marcaram sua trajetória.

O eleitor não pode terceirizar sua responsabilidade. Não basta repetir aquilo que ouvimos nas redes sociais, nos discursos políticos ou nas campanhas eleitorais. É preciso pesquisar, comparar, questionar e, sobretudo, pensar. O voto é a arma democrática que temos para mudar os rumos do País. Mas essa arma somente terá força se for utilizada com consciência.

O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de homens e mulheres preparados, honestos, competentes e comprometidos com o interesse público. Ainda existem candidatos ficha limpa. Existem pessoas com experiência, capacidade administrativa e disposição para servir ao País. Cabe a nós encontrá-las. Cabe a nós escolher.

Porque o futuro do Brasil não será decidido apenas pelos políticos. Será decidido por cada brasileiro que entrar em uma cabine de votação e compreender a responsabilidade que carrega nas mãos.

O Brasil é rico. O Brasil é grande. O Brasil tem potencial para ser uma das grandes nações do mundo. O que nos falta não é riqueza. Falta-nos, sobretudo, transformar essa riqueza em um projeto de Nação e escolher líderes à altura do País que podemos ser.

Um país abençoado

Borges da Silveira, ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal

Leia também: Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

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Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

O atual patamar de juros básicos coloca o Brasil entre os países que cobram os juros mais altos do mundo, mesmo quando se desconta a inflação. Com juros altos, para o cidadão comum, e em especial para os microempreendedores e as micro e pequenas empresas, recorrer ao crédito para manter os compromissos em dia virou um esforço quase heroico.

Além das linhas mais vantajosas, como o consignado e o crédito pessoal, usar o cheque especial ou o cartão de crédito significa enfrentar uma dívida que cresce mês a mês sob o peso dos juros. Um estrangeiro que observasse o dia a dia das pessoas e das empresas no país, além de se espantar, dificilmente entenderia como isso é possível.

Engana-se, porém, quem imagina que os juros altos penalizam apenas os pequenos. O aperto atinge toda a sociedade e já se traduz em dois recordes preocupantes: o das recuperações judiciais, que hoje vão de grandes varejistas a pequenos negócios, e o do endividamento das famílias, que nunca esteve tão alto.

Criados para conter a inflação e cumprir a meta do Banco Central, os juros seguram o consumo de bens e serviços. O efeito colateral, no entanto, é pesado: sufocam o giro dos negócios, apertam os ganhos e empurram muitas empresas do lucro para o prejuízo.

Para os empreendedores individuais e as micro e pequenas empresas, o golpe é ainda mais duro. São negócios frágeis, sensíveis a qualquer oscilação do mercado, com estrutura enxuta e pouco acesso a recursos. Muitas vezes não têm garantias suficientes para oferecer e nem sempre encontram um relacionamento favorável com os bancos. Nesse cenário, a falta de capital compromete a operação, os ganhos e os resultados.

Juros altos

As manchetes noticiam as renegociações de dívidas dos grandes varejistas e das indústrias tradicionais, que recorrem à recuperação judicial para sobreviver ao endividamento. São empresas conhecidas e, por isso, ganham destaque. As micro e pequenas, não. Centenas delas fecham as portas todos os meses, em proporção e velocidade maiores do que as das grandes em recuperação, quase sempre no silêncio.

Esses negócios de menor porte fazem parte do tecido social brasileiro. Boa parte pertence a famílias, e muitos estão no mesmo bairro, ou no mesmo shopping, há décadas, lado a lado com seus clientes, numa relação de consumo próxima e de confiança.

Reduzir os juros a níveis razoáveis é tarefa urgente para conter o fechamento de empresas e recolocar o país na rota de um crescimento firme e duradouro. Mas é preciso dizer com clareza: os juros altos não são um problema do Banco Central, e sim da gestão do setor público. Enquanto o Estado gastar mais do que arrecada, não haverá espaço para juros menores.

Por isso, o compromisso que a Conampe cobra dos candidatos nestas eleições é um só e decisivo: a redução do déficit público em todos os níveis da federação. Sem equilíbrio nas contas públicas, qualquer promessa de crédito barato é ilusória.

E esse equilíbrio passa por enfrentar gargalos que se tornaram permanentes e que precisam ser eliminados: o financiamento público de partidos e campanhas, as emendas parlamentares e os supersalários. São gastos que consomem recursos escassos, desorganizam o orçamento e minam a confiança da sociedade nas instituições.

São decisões difíceis, quase uma quebra de paradigma instituído ano após ano na República. Mas esse desafio terá que ser enfrentado, de qualquer maneira. E estamos muito atrasados.

Com menos déficit público, os juros em níveis mais baixos vão criar o ambiente ideal para que empreendedores individuais e micro e pequenas empresas façam o seu papel e levem desenvolvimento a todos os cantos do país. Esse é o caminho, e ele começa com responsabilidade nas contas públicas.

Ercílio santinoni

Ercílio Santinoni
Presidente da Fampepar – Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Paraná

Leia também: Crédito para pequenos negócios exige planejamento, organização e atenção ao custo total

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Ercílio Santinoni recebe homenagem da Abase pela defesa dos pequenos negócios

O presidente da Conampe e da Fampepar, Ercílio Santinoni, recebeu nesta quinta-feira (20) uma homenagem da Associação Brasileira dos Sebrae Estaduais (Abase).

A entrega ocorreu no Hotel Sesc Guadalupe, em Sirinhaém, no litoral sul de Pernambuco. A solenidade integrou a 3ª Reunião Ordinária do Conselho dos Associados da Abase.

O encontro reuniu diretores dos Sebrae estaduais e convidados, lideranças de entidades importantes dos setores produtivos. Na pauta geral, aconteceu a discussão de temas estratégicos para fortalecer o Sistema Sebrae e desenvolver os pequenos negócios brasileiros.

Encontro reúne lideranças empresariais

No evento que fez homenagem a Ercílio Santinoni, presidente da Conampe, conselheiro nacional do Sebrae e coordenador do setor produtivo no Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo (MEMP) estiveram presentes Anacleto Ortigara, presidente da Abase; Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE; Murilo Guerra, superintendente do Sebrae-PE e muitos outros superintendentes e diretores de Sebraes estaduais, membros da Abase.

José Gava, diretor de Administração e Finanças do Sebrae-PR, também esteve presente e participou da homenagem ao paranaense Ercílio Santinoni.

Ercílio Santinoni com Rogério Ramos, superintendente do Sebrae-TO

Homenagem reconhece trajetória

Na placa entregue ao presidente da Conampe e da Fampepar, a Abase registrou:

“A Associação Brasileira dos Sebrae Estaduais presta homenagem ao Sr. Ercílio Santinoni, em reconhecimento à sua destacada atuação e ao seu compromisso permanente na defesa dos pequenos negócios brasileiros, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento do empreendedorismo e o desenvolvimento econômico do país.”

Santinoni agradeceu o reconhecimento e ressaltou o caráter coletivo do trabalho realizado ao longo dos anos.

“Receber esta homenagem é uma honra. Ela confirma um trabalho conjunto de muitas décadas em favor dos pequenos negócios. É uma trajetória construída com muita dedicação e importantes conquistas”, afirmou.

A homenagem reforça a importância da união do Sebrae e das entidades que representam os pequenos negócios e os setores produtivos do Brasil

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Crédito para pequenos negócios exige planejamento, organização e atenção ao custo total

Material da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) reúne orientações para micro, pequenas e médias empresas se prepararem antes de buscar financiamento e aumentarem as chances de obter melhores condições.

O acesso ao crédito pode representar uma ferramenta importante para a manutenção, o investimento e o crescimento dos pequenos negócios. No entanto, antes de contratar um empréstimo ou financiamento, o empresário precisa avaliar a real necessidade dos recursos, organizar as finanças e conhecer sua capacidade de pagamento.

Veja material da ANBC:

Como tomar crédito ANBC 11-08Baixar

Essas são algumas das orientações apresentadas pela Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) no e-book Como tomar crédito – Melhores práticas para consumidores e micro, pequenas e médias empresas. Segundo a entidade, uma preparação adequada antes da solicitação pode aumentar as chances de aprovação e contribuir para a obtenção de taxas de juros e condições de pagamento mais favoráveis.

Para a Conampe e suas entidades, Federações e Associações, a orientação reforça um ponto essencial para os pequenos negócios: crédito deve fazer parte de uma decisão planejada e estar relacionado à capacidade financeira e aos objetivos da empresa.

Histórico financeiro também pesa na análise

O comportamento financeiro da empresa interfere diretamente na avaliação de crédito. De acordo com o material, contas e contratos mantidos no CNPJ, pagamentos realizados dentro do prazo e informações cadastrais atualizadas ajudam na construção de um histórico de crédito.

Já atrasos, negativações e outros compromissos não cumpridos podem prejudicar a nota de crédito. A recomendação, quando houver restrições, é planejar a renegociação e a quitação das dívidas.

Cadastro Positivo pode ampliar informações sobre o pequeno negócio

O e-book também destaca o papel do Cadastro Positivo, que reúne informações sobre empréstimos, financiamentos, cartões, consórcios e histórico de pagamentos de serviços como telefone, internet, água, energia e gás. Assim, a análise considera não apenas situações de inadimplência, mas também o histórico de pontualidade do tomador.

Para micro e pequenas empresas, esse conjunto de informações pode contribuir para a inclusão no mercado de crédito, especialmente nos casos em que o negócio possui pouco histórico junto às instituições financeiras tradicionais.

Segundo a ANBC, entre os benefícios estão maior inclusão financeira, melhores condições para que o tomador compare propostas e uma análise mais precisa da capacidade de pagamento.

Crédito deve ser ferramenta de desenvolvimento

Para os pequenos negócios, o crédito pode abrir espaço para investimentos, expansão, modernização e reforço do capital de giro. Contudo, a contratação precisa estar acompanhada de planejamento.

A principal mensagem do material da ANBC é justamente essa: antes de procurar crédito, o empresário deve organizar a casa, saber exatamente quanto precisa, para que utilizará os recursos e de onde virá o dinheiro para pagar a dívida.

O e-book Como tomar crédito (acima) integra as iniciativas da ANBC voltadas à educação financeira e ao desenvolvimento sustentável do mercado de crédito brasileiro.

Fonte: Associação Nacional dos Bureaus de Crédito – ANBC

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Pequenas e médias empresas passam a liderar avanço das recuperações judiciais no Brasil

Valor Econômico
Crescimento dos pedidos entre negócios de menor porte revela pressão dos juros, restrição ao crédito e mudança no perfil das empresas que recorrem à renegociação de dívidas

As micro, pequenas e médias empresas ganharam protagonismo no avanço das recuperações judiciais no Brasil. O movimento mostra uma mudança importante no perfil das empresas que utilizam esse instrumento para reorganizar dívidas e manter suas atividades.

Os dados foram destacados pelo Valor Econômico, em reportagem publicada no dia 4 de agosto, assinada pelas jornalistas Luiza Calegari e Clarice Couto. Segundo a publicação, a recuperação judicial deixou de estar associada principalmente às grandes companhias e passou a fazer parte, com maior frequência, da realidade dos pequenos e médios negócios.

Segundo o presidente da Conampe e da Fampepar, Ercílio Santinoni, desde 2023, a proporção de micro e pequenas empresas em recuperação judicial mais do que dobrou. Ao mesmo tempo, a participação das médias empresas cresceu 31%. O cenário ocorre em um período marcado por juros elevados e maior restrição ao crédito, fatores que pressionam especialmente empresas com menor capacidade financeira para suportar períodos prolongados de custos elevados.

Microempresas registram crescimento de 133%

Os números apresentados pelo Valor Econômico dimensionam essa transformação. Entre o primeiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, o número de recuperações judiciais de microempresas aumentou 133%.

Nas pequenas empresas, o crescimento chegou a 68%, enquanto entre as médias o avanço foi de 31%.

O comportamento das grandes empresas seguiu o caminho contrário. No mesmo período, o número de recuperações judiciais caiu 11% entre as grandes companhias e 16% entre as empresas classificadas como muito grandes.

Portanto, além do aumento geral dos processos, ocorre uma mudança na composição das empresas que procuram a Justiça para renegociar suas dívidas.

Segundo a reportagem, parte das grandes companhias passou a utilizar outros mecanismos de reestruturação financeira, incluindo a recuperação extrajudicial. Empresas menores, por sua vez, passaram a recorrer com maior frequência à recuperação judicial como alternativa para reorganizar suas obrigações e preservar suas operações.

Recuperações judiciais continuam crescendo

No primeiro semestre de 2026, o número total de recuperações judiciais cresceu 6,2% em relação ao segundo semestre de 2025.

Embora o volume continue aumentando, houve desaceleração no ritmo de crescimento. No primeiro semestre de 2025, o avanço havia sido de 7,3%. Já no segundo semestre daquele ano, chegou a 14,1%.

Considerando o período de 12 meses, entretanto, o crescimento acumulado alcançou 21,2%.

Conforme os dados apresentados pelo jornal, o estoque chegou a 6.513 empresas em maio. Em junho, ocorreu uma redução de 1,7%, primeira queda relevante da série histórica mencionada na reportagem. Ainda assim, especialistas ouvidos pelo Valor Econômico avaliam que um único mês não permite afirmar que existe uma tendência consistente de desaceleração.

Agronegócio concentra novos processos

Outro ponto de atenção está no agronegócio. Segundo a reportagem de Luiza Calegari e Clarice Couto, o setor permanece como o principal foco das novas reestruturações.

O agronegócio registrava 1.263 empresas em recuperação judicial, além de 111 novos processos somente no segundo trimestre de 2026.

Por outro lado, quando se considera o estoque total de empresas em recuperação, o comércio aparece na liderança, com 1.649 empresas, seguido pela indústria, com 1.455.

Os números mostram que as dificuldades financeiras atingem diferentes segmentos da economia e, sobretudo, reforçam a necessidade de atenção às condições enfrentadas pelos pequenos negócios.

Crédito e renegociação ganham ainda mais importância

Ercílio Santinoni destaca que, no universo das micro e pequenas empresas, o crescimento das recuperações judiciais merece atenção especial. Diferentemente das grandes corporações, pequenos negócios normalmente possuem menor margem financeira para enfrentar períodos prolongados de juros elevados, queda no faturamento ou dificuldades de acesso ao crédito.

Além disso, quando uma pequena empresa perde capacidade de financiamento ou de renegociação de seus compromissos, os impactos aparecem rapidamente no caixa, nos investimentos e na manutenção dos empregos.

Nesse contexto, instrumentos eficientes de renegociação de dívidas, acesso ao crédito em condições adequadas, educação financeira e políticas que reduzam os custos de funcionamento das empresas tornam-se ainda mais importantes.

A recuperação judicial desempenha uma função prevista em lei para permitir a reorganização de empresas economicamente viáveis. Entretanto, o forte crescimento desse instrumento entre micro e pequenas empresas também funciona como um sinal sobre as dificuldades enfrentadas por uma parcela relevante do setor produtivo brasileiro.

Para as entidades que representam os pequenos negócios, como a CONAMPE – Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais e a Fampepar, no Paraná, com as suas Associações (Ampecs) os números ampliam o debate sobre a necessidade de um ambiente econômico que permita às empresas não apenas sobreviver às dificuldades, mas também recuperar capacidade de investimento, geração de renda e manutenção dos postos de trabalho.

Afinal, a força dos pequenos negócios está diretamente ligada ao desenvolvimento das cidades, à circulação de renda e à geração de oportunidades em todas as regiões do país.

Fonte: reportagem do Valor Econômico, de 4 de agosto de 2026, assinada pelas jornalistas Luiza Calegari e Clarice Couto.

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A antecipação de recebíveis e as duplicatas escriturais

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As vendas a prazo fazem parte da rotina de grande parte do comércio. Vende-se hoje e recebe depois. Essas vendas geram direitos, também chamados de recebíveis, que são os valores a receber pelo bem comercializado ou serviço prestado. Antes da popularização dos cartões de crédito, o jeito mais comum de parcelar as compras dos clientes era o crediário de loja. Esses crediários ainda existem, mas vêm perdendo cada vez mais espaço para os cartões.

Nas vendas a prazo, seja via cartão de crédito, seja via crediário, o recebimento efetivo acontece depois de alguns dias e até meses. Ocorre que, em muitos casos, as empresas precisam de dinheiro imediato para manter a operação do negócio, especialmente as de porte pequeno.

E se os recebíveis fossem usados como garantia para a obtenção de crédito em instituições financeiras? Foi com essa finalidade que surgiram as operações de antecipação de recebíveis, muito procuradas pelas PMEs. O nome parece complicado, a explicação é simples: as empresas podem antecipar o recebimento das vendas feitas a prazo mediante um desconto, que reflete o risco da operação e o custo de oportunidade da instituição financeira, já que esses recursos poderiam ser utilizados em outras modalidades.

No caso da relação comercial entre empresas, é comum que as vendas a prazo deem origem a um documento chamado de “duplicata”, que é um título de crédito que representa a dívida entre o fornecedor – também chamado de “sacador” – e o comprador, chamado de “sacado”. Esse instrumento faz parte da prática comercial no Brasil desde o fim da década de 1960. Assim como os recebíveis de cartões de crédito, esse título pode ser utilizado para antecipar os recebimentos de dívidas por meio de instituições financeiras e empresas de fomento mercantil.

Anbc
Soluções para as empresas | ANVC

Dados do Banco Central do Brasil mostram que o saldo das operações de desconto de duplicatas e recebíveis chegou a R$ 171 bilhões em maio de 2026, o que representa cerca de 11% do saldo de crédito com recursos livres para as empresas. Já as operações de antecipação de faturas de cartão alcançaram um saldo de R$ 109,8 bilhões, o equivalente a 7% do saldo com recursos livres.

A taxa de juros média nessas operações foi estimada em 19,7% ao ano no desconto de duplicatas e em 16,1% ao ano na antecipação de faturas. A média de todas as modalidades de crédito empresarial com recursos livres foi de 25,2% ao ano.

Mesmo sendo uma importante fonte de recursos para as empresas, a modalidade dos descontos de duplicatas sempre enfrentou um risco a mais: a incerteza sobre a veracidade das duplicatas apresentadas para uso em operações de crédito. As chamadas “duplicatas frias” são documentos emitidos de maneira fraudulenta, sem a contrapartida de uma venda ou prestação de serviço.

Para superar essa dificuldade, a Lei 13.775, de 2018, instituiu a duplicata escritural. O mercado está em fase de adaptação para implementar o modelo. O objetivo é dar mais confiança às instituições que operam a modalidade, reduzindo as possibilidades de fraude. Aqui, cabe uma distinção importante: o que o mercado convencionou chamar de “duplicata eletrônica” é apenas uma representação digital das duplicatas de papel. A duplicata escritural pressupõe uma infraestrutura de registro e centralização de informações por uma entidade autorizada.

Para emitir uma duplicata escritural, o vendedor – ou prestador de serviço – deverá recorrer a uma escrituradora autorizada pelo Banco Central, enviando os dados da transação comercial. Essa entidade ficará então responsável por registrar a duplicata e todos os atos envolvendo esse título, associar à nota fiscal eletrônica ou a outro documento fiscal correspondente e comunicar o sacado (comprador) sobre duplicata registrada. Além disso, caberá à escrituradora registrar todos os atos envolvendo a duplicata, como, por exemplo, a utilização do documento em operação de crédito. A centralização das informações vem para coibir a prática da emissão de duplicatas frias e da utilização de um mesmo título em diversas operações de crédito.

A mudança faz parte da extensa agenda de modernização do mercado de crédito brasileiro e contou com o apoio dos birôs desde a discussões iniciais. Além disso, é vista como mais um vetor de redução da taxa de juros no segmento de crédito empresarial.

Conhecer o funcionamento de diferentes modalidades de crédito é fundamental para que os pequenos empresários tomem decisões que favoreçam o crescimento dos negócios e fiquem menos dependentes de recursos próprios. Os recebíveis são direitos que podem ser usados para reduzir o custo de crédito e aumentar a rentabilidade.

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Teto do MEI, Simples e reforma tributária: o que os pequenos negócios precisam

O reajuste do teto do MEI voltou ao centro do debate econômico em Brasília e promete efeito direto nos estados brasileiros, especialmente aqueles com maiores economias. A proposta permite que o microempreendedor contrate até dois empregados, o dobro do que a regra atual autoriza. O tema ganhou destaque no programa Expressão Nacional, da TV Câmara, que reuniu autoridades e representantes do setor. Por sua vez, o encontro expôs consensos sobre o MEI e divergências sobre o Simples Nacional.

A Conampe/Fampepar representou o setor produtivo dos pequenos negócios, com a participação do seu presidente, Ercílio Santinoni, conselheiro do Sebrae Nacional, coordenador temático do Fórum Permanente da Microempresa e EPP nacional, coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo (MEMP) e membro do Conselho Gestor do Simples Nacional (CGSN).

O que está em jogo no novo teto do MEI

O Brasil soma quase 17 milhões de microempreendedores individuais e não atualiza o limite de faturamento desde 2018. Portanto, a defasagem já supera 70% de inflação no período. Segundo o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, o novo valor apenas repõe essa perda. “Você pega de 2018 para cá, passa de 72%. Esse aumento para R$ 140 mil repõe parte da inflação, ou a inflação total”, afirmou.

O debate reuniu os deputados federais Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) e Helder Salomão (PT-ES), além do secretário nacional de Ambiente de Negócios do Ministério do Empreendedorismo (MEMP), Maurício Juvenal, e do presidente da Conampe, Ercílio Santinoni. Aliás, Santinoni também preside a Fampepar e integra o Conselho Gestor do Simples Nacional.

Governo defende prioridade para o reajuste do teto do MEI

Para o governo, o MEI merece tratamento separado das empresas. Nesse sentido, Maurício Juvenal lembrou a origem do modelo. “O MEI não é empresa. Ele não foi criado em 2008 pensando em empresas, mas em pessoas. São manicures, pedreiros, eletricistas, essa gente que faz a roda da economia girar”, disse o secretário.

No entanto, ele alertou para os riscos de misturar os dois temas. “O risco de discutir os dois assuntos de forma correlata é criar um abismo tributário. Esse MEI ainda não está preparado para evoluir para um sistema como o Simples Nacional, e isso poderia levar à mortalidade desses pequenos negócios”, ponderou. Assim, o Ministério propõe um grupo de trabalho, a pedido do ministro, para tratar o Simples só depois das eleições.

Atualização do Simples Nacional divide o debate

A grande divergência recai sobre a proposta de elevar o teto do Simples de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões por ano. De acordo com os participantes, a mudança custaria cerca de R$ 50 bilhões em arrecadação, com projeções que chegam a R$ 66 bilhões. Em contrapartida, o impacto do reajuste do MEI ficaria em torno de R$ 8,1 bilhões.

Relator de leis do setor no passado, Hauly defendeu uma engrenagem única dentro do novo IVA. “Elevar o teto do MEI ajuda, dois empregos ajuda, mas não resolve. Aumentar o teto do Simples, neste momento, não tem razão. Nós devíamos colocar essas empresas dentro do IVA, com débito e crédito completo”, propôs o deputado paranaense. Por fim, ele sugeriu compactar as faixas iniciais do Simples até R$ 360 mil, com alíquota menor.

Helder Salomão, ex-prefeito de Cariacica e primeiro gestor do país a aplicar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, considerou o momento inadequado para o Simples. “Não cabe nesse momento mais 50 bilhões. A proposta do governo para o MEI é adequada. Tem uma redução na arrecadação, mas nós vamos ganhar em escala com o aumento da formalização”, avaliou.

Santinoni, por sua vez, chamou atenção para a sobreposição entre o teto do MEI e a primeira faixa da microempresa, que vai até R$ 180 mil. “Se o MEI for a 140, praticamente a primeira faixa fica se sobrepondo ao limite do MEI. E no Simples é mais caro”, observou. Ainda assim, ele defendeu a manutenção dos sublimites estaduais e municipais, para proteger a arrecadação dos municípios menores.

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Do crédito à exportação, as demandas dos pequenos negócios

Entre as prioridades citadas, o acesso ao crédito aparece como o maior desafio. “Eu diria que é o maior problema que eles têm hoje no país”, afirmou Rodrigo Soares. Para enfrentar o gargalo, o Sebrae opera um fundo garantidor de cerca de R$ 14 bilhões e oferece crédito assistido. Além disso, linhas como o Pronampe e o Procred praticam juros de 20% a 21% ao ano, ante os 35% cobrados no balcão dos bancos.

O governo também lançou um programa de renegociação de dívidas. De acordo com o Sebrae, cerca de 500 mil CNPJs em débito com a União podem voltar à atividade, com desconto de até 70% em juros e multas e parcelamento em até 140 meses. Enquanto isso, o mercado de compras públicas movimenta cerca de R$ 1 trilhão ao ano, mas apenas R$ 110 bilhões chegam hoje às micro e pequenas empresas.

Santinoni acrescentou que produtividade e digitalização preocupam tanto quanto o crédito. “O custo do dinheiro está proibitivo. A micro e pequena empresa está vendendo a janta para pagar o almoço”, resumiu. Nesse cenário, a inadimplência do setor gira em torno de 8%. Aliás, o Acordo Mercosul-União Europeia abriria um mercado de 720 milhões de pessoas, embora só cerca de 30 mil empresas brasileiras exportem atualmente.

Quais são os próximos passos

Na prática, os participantes convergiram para uma sequência de prioridades. Primeiro, aprovar já o reajuste do teto do MEI e a contratação de um segundo empregado, medida que pode gerar cerca de 500 mil empregos. Em seguida, entra em vigor, a partir de janeiro, a nota fiscal eletrônica obrigatória para o MEI. Só depois das eleições, o Congresso deve retomar a discussão do Simples e sua integração ao IVA.

Para o pequeno empreendedor de Maringá, o caminho passa por apoio local. Portanto, quem busca orientação pode procurar o Espaço do Empreendedor, na Rua Arthur Thomas, 792, ou acessar a plataforma Contrata + Brasil e os cursos gratuitos do Sebrae. Ao fim do debate, Helder Salomão resumiu o espírito da pauta. “Se o Brasil quer ser grande, tem que pensar primeiro nos pequenos”, concluiu.

Confira o debate:

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Como oferecer crédito com segurança: guia prático para MPMEs

O acesso ao crédito sempre foi um dos principais temas de debate no universo dos pequenos negócios. No entanto, além de tomarem recursos para investir e expandir suas operações, os pequenos empresários também podem assumir o papel de ofertantes de crédito para os seus clientes — uma estratégia poderosa para impulsionar vendas, aumentar a competitividade e gerar novas receitas.

Para mostrar que essa alternativa está ao alcance de negócios de todos os portes e setores, a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) elaborou o e-book gratuito “Como Oferecer Crédito: Melhores práticas para micro, pequenas e médias empresas”. O material apresenta um passo a passo completo para que o empreendedor possa conceder crédito de forma responsável, minimizando os riscos de inadimplência.

Por que o seu negócio deveria oferecer crédito?

Muitas vezes, a ideia de permitir o pagamento parcelado ou vender a prazo pode assustar o dono de uma micro ou pequena empresa devido aos riscos de atraso. No entanto, quando bem gerida, essa facilidade traz vantagens estratégicas evidentes:

  • Aumento no volume de vendas e atração de clientes: A flexibilidade nas formas de pagamento é um dos principais fatores de decisão de compra. O parcelamento reduz o impacto no orçamento do consumidor e abre portas para novos clientes.
  • Crescimento do ticket médio: Produtos ou serviços de maior valor agregado tornam-se muito mais acessíveis quando parcelados, incentivando aquisições que dificilmente ocorreriam à vista.
  • Fidelização e relacionamento: Conceder crédito demonstra confiança no cliente. Essa relação estreita permite criar promoções personalizadas e destaca a empresa da concorrência.
  • Geração de receita financeira: A cobrança de juros e encargos em operações de parcelamento pode se transformar em uma fonte de recursos adicional para o negócio.

A importância do Score de Crédito

Outro destaque da publicação é o papel essencial da Nota de Crédito (Score), pontuação que varia geralmente de 0 a 1.000 e indica a probabilidade de um consumidor ou empresa honrar seus compromissos. De acordo com a ANBC, notas entre 700 e 799 representam um bom perfil de risco, enquanto pontuações entre 800 e 1.000 são consideradas excelentes.

Os birôs de crédito atuam exatamente para reduzir a assimetria de informações no mercado, democratizando o acesso a dados analíticos sofisticados para que o pequeno empreendedor tome decisões tão seguras quanto as das grandes empresas.

Baixe o guia completo da ANBC e prepare sua empresa

O e-book “Como Oferecer Crédito: Melhores práticas para micro, pequenas e médias empresas” já está disponível para leitura e download.  BAIXE O PDF GRATUITAMENTE:


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Ercílio Santinoni participa do Expressão Nacional, da TV Câmara

Ercílio Santinoni, presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe) e da Federação das Associações das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Paraná (Fampepar), participa nesta quarta-feira (08/07), às 9h, do programa Expressão Nacional, da TV Câmara.

O tema do programa é “Novo Enquadramento do MEI e Atualização do Simples Nacional”, com apresentação de Vania Alves. Além de Santinoni, são convidados para o programa os deputados Helder Salomão (PT-ES) e Luiz Carlos Hauly (PODE-PR), e Rodrigo Soares, presidente do Sebrae Nacional.

O debate deve abordar mudanças nos limites e nas regras de enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI) e a atualização das faixas do Simples Nacional, temas centrais para a competitividade e a formalização dos pequenos negócios no país.

Assista aqui:

https://youtube.com/watch?v=kSIVk1jZ2GA%3Ffeature%3Doembed%26enablejsapi%3D1%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Fconampe.org.br

Como assistir também: ao vivo pela TV Câmara, pelo aplicativo Câmara Ao Vivo, pelas redes sociais e pelo canal da TV Câmara no YouTube (@camaradosdeputadosoficial)

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Reforma Tributária: quem orienta o pequeno negócio precisa chegar na frente

Quem entende a Reforma, lidera. Quem lidera, fatura!

A maior mudança tributária dos últimos 60 anos já começou. A transição do CBS e do IBS vai de 2026 a 2032 e afeta diretamente milhões de micro e pequenas empresas brasileiras. Por isso, a Fampepar recomenda atenção ao AtIVA Day 2026, que reúne os arquitetos da Reforma Tributária em um único palco.

O evento acontece no dia 16 de julho, quinta-feira, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR), nos formatos presencial e online, com apoio da Conampe e Fampepar. Entre os nomes confirmados estão Bernard Appy, Luiz Renato Hauly e representantes dos Comitês Gestores. Ou seja, quem escreveu as regras e quem já implementa o novo modelo estarão na mesma sala. Inscrições – clique aqui. Inscrições presenciais ou online.

Para advogados, contadores, consultores e líderes empresariais que atendem pequenos negócios, o momento exige preparo. Afinal, o empreendedor vai buscar respostas exatamente nesses profissionais e lideranças. Quem dominar a transição terá condições de proteger empresas, evitar erros e transformar conhecimento em oportunidade.

Evento em Curitiba
O conhecimento vai fazer a diferença na largada da reforma tributária

O AtIVA Day é uma realização do HIT, hub de inteligência tributária que nasce do movimento Destrava Brasil. Mais informações e ingressos em hittributario.com.br.

Inscrições: https://hittributario.com.br/ – Inscrições presenciais ou online.