FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO ESTADO DO PARANÁ

Categorias
Sem categoria

Reforma tributária: Receita Federal lança página oficial para orientar empresas e combater desinformação

Reforma tributária – A Receita Federal publicou nesta semana uma página oficial sobre a reforma tributária do consumo. O objetivo é duplo: orientar os contribuintes e combater a desinformação que circula nas redes sociais. Assim, o Fisco reúne num único endereço as informações confiáveis sobre a transição que muda a tributação no país.

O serviço nasceu de uma parceria. Além da Receita, participam o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon). Dessa forma, contadores e pequenos empresários passam a ter uma referência comum.

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o alerta é necessário porque algumas empresas exploram o medo para vender soluções. Por isso, ele recomenda que o contribuinte busque sempre a informação de origem.

| Procurem os canais oficiais, não se iludam com os sonhos vendidos por quem lucra com a desinformação.

O que a página oferece

A página está dividida em seções temáticas. A primeira, chamada “reforma de fato”, reúne os esclarecimentos do Fisco contra boatos em circulação. Em seguida, o contribuinte encontra o cronograma de obrigatoriedade dos documentos fiscais e a publicação dos leiautes.

Há ainda um módulo de capacitação. Nele, o usuário acessa cursos com material de apoio, palestras de especialistas e videoaulas. Além disso, a Receita disponibiliza os manuais da reforma, as apresentações já realizadas e um painel interativo com dados atualizados.

Reforma tributária

Reforma tributária já está em curso

Barreirinhas lembrou que a mudança já começou na prática. Atualmente, as empresas que vendem para outras empresas (B2B) já precisam informar os valores da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), federal, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), estadual e municipal.

| A reforma já está dando certo, já começou neste ano. Temos mais de 30 bilhões de documentos fiscais emitidos. Mais de 90% das empresas brasileiras já têm condições de emitir documentos fiscais com destaque da CBS e IBS.

Segundo o secretário, os setores financeiro e imobiliário entram nesse fluxo até o fim deste ano.

Cronograma e alíquotas

Aprovada pelo Congresso Nacional em 2023, a reforma está em fase de testes neste ano. A cobrança efetiva pelos três níveis de governo, no entanto, começa em 2027. A CBS será cobrada com alíquota cheia já a partir do próximo ano. O seu valor ainda está sendo calculado pela Receita, em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), e o Senado deve fixá-lo por resolução em dezembro.

O IBS, por sua vez, seguirá um ritmo gradual. A alíquota será marginal, de 0,1% em 2027 e em 2028. A partir de 2029, estados e municípios ampliam a cobrança aos poucos, até 2032. Então, a cobrança integral começa em 2033.

Estimativa divulgada nesta semana pelo Comitê Gestor do IBS aponta que a alíquota somada dos novos impostos deve alcançar cerca de 28% em 2033, primeiro ano de tributação cheia. Esse patamar supera o teto de 26,5% previsto em lei e também fica acima da média dos países ricos.

Atenção redobrada para as micro e pequenas empresas

Dois pontos exigem atenção imediata dos pequenos negócios. Primeiro, as empresas do Simples Nacional têm até 30 de setembro para decidir como pagarão os tributos no próximo ano. A escolha é entre o sistema “híbrido” e o modelo tradicional, conhecido como Simples “puro”.

Segundo, o chamado “split payment” ainda não é obrigatório. De acordo com a Receita, a obrigatoriedade nas operações entre empresas (B2B) deve valer somente a partir de 2028. Esse mecanismo recolhe o tributo em tempo real para o governo, os estados e os municípios, o que reduz a sonegação.

O que muda na estrutura

A reforma extingue, nos próximos anos, cinco tributos: o PIS, a Cofins e o IPI (na maior parte dos produtos), no âmbito federal, além do ICMS estadual e do ISS municipal. No lugar deles, surgem três novos: a CBS federal, o Imposto Seletivo (IS), conhecido como imposto do pecado, e o IBS de estados e municípios.

A CBS e o IBS funcionam no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), de forma não cumulativa. Ou seja, o tributo incide em cada etapa da cadeia, mas o contribuinte desconta o valor pago antes. Por exemplo, num IVA de 20%, um produto vendido a R$ 100 gera imposto de R$ 20 ao final da cadeia, já considerados os créditos.

Outra mudança é o local de cobrança. A partir da reforma, o imposto passa a ser recolhido no destino, ou seja, onde o produto é consumido, e não mais na origem. Assim, a medida ajuda a combater a guerra fiscal, disputa em que os estados concedem benefícios para atrair empresas.

Diante desse cenário, a orientação das entidades é clara: informe-se pelos canais oficiais e converse com o seu contador antes de qualquer decisão.

Reforma tributária

O que a reforma muda para MEIs e microempresas

Para o MEI

O MEI continua no SIMEI e segue pagando o DAS em valor fixo mensal. A CBS e o IBS passam a integrar esse valor de forma gradual, até 2033, mas o microempreendedor não destaca os novos tributos na nota, como fazem as empresas do regime regular.

A partir de 2027, porém, surge uma obrigação nova. O MEI deverá emitir documento fiscal em todas as vendas e serviços, inclusive nas operações com pessoa física. Para serviços, vale a NFS-e padrão. Para mercadorias, a Receita indica a Nota Fiscal Fácil (NFF).

Além disso, o antigo Relatório Mensal de Receitas Brutas deixa de existir. Ainda assim, o registro e a comprovação das receitas permanecem necessários. Atenção: o MEI não entra na opção pelo regime regular de IBS e CBS, ou seja, não faz a escolha entre “híbrido” e “puro”.

Para a microempresa (ME e EPP)

Aqui, sim, existe uma decisão a tomar até 30 de setembro. A empresa do Simples Nacional escolhe entre dois caminhos. No modelo tradicional, o Simples “puro”, ela mantém o recolhimento unificado atual. No modelo “híbrido”, ela apura o IBS e a CBS por fora, no regime regular.

A diferença é estratégica. No híbrido, a empresa transfere crédito integral de IBS e CBS aos seus clientes que também são empresas (B2B). Portanto, quem vende muito para outras empresas tende a ganhar competitividade nesse formato. Já quem vende ao consumidor final costuma se dar melhor no Simples “puro”.

A opção é feita no Portal do Simples Nacional e vale de 1º de janeiro a 30 de junho de 2027. O cancelamento, de forma irretratável, pode ser solicitado até 30 de novembro de 2026.

A orientação prática

Antes de decidir, faça as contas com o seu contador. Cada negócio tem um perfil de clientes e de margem. Por isso, não existe resposta única: a melhor escolha depende de para quem você vende e de quanto crédito consegue aproveitar. Na dúvida, consulte sempre os canais oficiais da Receita Federal.

Contato com a Fampepar: (41) 99789-8127 (Celular/WhatsApp)

Links importantes:

A página oficial da Receita Federal sobre a reforma tributária está neste endereço:

https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas-e-atividades/reforma-tributaria-do-consumo

Mais:

Reforma de fato (combate às fake news): https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas-e-atividades/reforma-tributaria-do-consumo/reforma-de-fato

Cursos e material de apoio: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas-e-atividades/reforma-tributaria-do-consumo/curso

Manuais da reforma: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/manuais/reforma-tributaria-do-consumo

Apresentações: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/apresentacoes/reforma-tributaria-do-consumo

Painel (Power BI): https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiNzg5MDA4M2UtYWZiZC00Y2U5LTkzYjctNTc4MzBkYTU0ZDhkIiwidCI6IjZmNDlhYTQzLTgyMmEtNGMyMC05NjcwLWRiNzcwMGJmMWViMCJ9

Leia também: Como tomar crédito com segurança: veja trilha da ANBC com orientações para os pequenos negócios

Categorias
Sem categoria

Como tomar crédito com segurança: veja trilha da ANBC com orientações para os pequenos negócios

Como tomar crédito? O crédito é uma das ferramentas mais importantes para o crescimento da economia e um aliado estratégico de quem empreende. Usado com planejamento, ele permite alavancar os negócios, garantir capital de giro e viabilizar novos investimentos. Mas, para que seja de fato um instrumento de desenvolvimento, é preciso atenção aos cuidados e às responsabilidades que ele envolve.

Pensando nisso, a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) desenvolveu uma trilha que mostra, de forma simples e didática, como tomar crédito com segurança. O conteúdo, disponível em vídeo, reúne as principais etapas que o empreendedor deve percorrer antes e durante a busca por recursos.

Como tomar crédito

O primeiro passo é pensar na finalidade do crédito. Antes de contratar, o empreendedor deve analisar o cenário e se perguntar: quero investir, preciso de capital de giro ou pretendo quitar dívidas? Validar a real necessidade evita o endividamento desnecessário. Em seguida, vale avaliar se o crédito é mesmo a única opção ou se existem alternativas, como a venda de produtos parados em estoque ou o corte de custos. Uma boa forma de refletir sobre isso é se colocar no lugar do credor e perguntar: “e se eu fosse o credor, me daria crédito?”.

A trilha também destaca a importância de antecipar os pontos analisados pelos credores, mantendo, por exemplo, o Cadastro Positivo atualizado. Nessa etapa, os próprios birôs de crédito oferecem produtos e serviços que facilitam a jornada. Outro cuidado é pensar nas garantias, já que operações com garantia costumam ter melhores condições, e considerar recursos junto a família e amigos, situação em que as condições também tendem a ser mais favoráveis.

Conhecer os diferentes tipos de credores é igualmente estratégico: a diversidade do mercado gera uma concorrência saudável, que pode beneficiar o tomador. Vale ainda buscar programas governamentais voltados a desenvolver e fortalecer os pequenos negócios e dedicar-se às negociações para conquistar as melhores condições, lembrando que uma nota de crédito mais alta abre portas. Quando necessário, o empreendedor pode contar com empresas ou profissionais especializados nesse tipo de serviço.

Por fim, a trilha reforça um ponto que costuma ser subestimado: é preciso se preparar para a burocracia. A documentação é parte importante do processo, e fazer a “lição de casa” com antecedência agiliza a aprovação.

Seguindo essa trilha, a busca por crédito se torna mais rápida, vantajosa e segura, contribuindo diretamente para a sustentabilidade e o crescimento das micro e pequenas empresas.

Como tomar crédito com segurança

Assista ao vídeo da ANB

Saiba mais no site da ANBC – Clique aqui

Siga o Linkedin da ANBC – Clique aqui

Leia também: “O Professor do Crédito” mostra às PMEs como vender mais analisando melhor

O que é a ANBC

Crédito é confiança. É crença, é boa reputação. Mas, muito além do significado da palavra, está a sua importância: o crédito alavanca a economia e promove o bem-estar social. É nesse cenário que entram os birôs de crédito, com soluções que permitem avaliações de risco mais seguras para os credores e ferramentas que ampliam o acesso ao crédito pelos consumidores, promovendo o consumo consciente e o crédito responsável.

A Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) atua justamente para dar voz aos birôs de crédito e aproximar o setor da sociedade, evidenciando seu papel estratégico na construção de um mercado de crédito saudável. A entidade também está presente em iniciativas ligadas à educação financeira, à sustentabilidade do crédito e à busca por mais eficiência e eficácia do setor.

O impacto da ANBC é global: a associação promove o intercâmbio das melhores práticas e mostra como a experiência brasileira contribui com o mercado de crédito em todo o mundo. Saiba mais em anbc.org.br.

Como obter crédito

Conteúdo produzido pela Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) e disponibilizado pela [Conampe / Fampepar] no âmbito das ações de apoio e orientação aos pequenos negócios.

Categorias
Sem categoria

Programa Fortalece capacita as Ampecs de todo o Paraná!

A Fampepar e o Sebrae-PR realizaram em 2026 o Programa Fortalece, com o objetivo de capacitar as Ampecs – Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Paraná – atuantes em cidades de diversas regiões do estado.

Nesta quarta-feira (16), o Sebrae, em Curitiba, recebeu mais uma oficina de liderança, reunindo presidentes de Ampecs, diretores e lideranças de todo o sistema Fampepar.

Ao final, um workshop trouxe ideias para o planejamento do programa em 2027 e definiu as próximas atividades e eventos da Fampepar para o fim de 2026.

📌 Agende essas datas:
🔹 13/11 – XXI Convenção Nacional da Micro e Pequena Empresa
🔹 23 a 27/11 – XVIII Encontro Sul/Sudeste da Micro e Pequena Empresa + XXII Semana da Micro e Pequena Empresa Paranaense

Dirigentes, lideranças e amigos das microempresas, das pequenas empresas e dos MEIs estão convidados. As inscrições, limitadas, são abertas a pessoas interessadas em empreendedorismo e associativismo.

O Fortalece foi um grande sucesso em 2026 – e vem muito mais por aí.

Veja mais fotos no Instagram @fampepar

Categorias
Sem categoria

Fampepar tem estande na Feira do Empreendedor Sebrae

A Fampepar, Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedoras Individuais do Paraná, está participando da Feira do Empreendedor, que começou nesta quarta-feira (16).

Com a presença do presidente da entidade, Ercílio Santinoni, o estande recebe visitantes, presidentes de diretores de Ampecs, as Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de diversas cidades paranaenses.

Feira do Empreendedor Sebrae

O vice-governador Darci Piana, que assumirá amanhã (17/09) o governo do Paraná, por licença do governador Ratinho Junior, esteve presente ao evento na tarde desse dia 16 de setembro. Ele percorreu a Feira ao lado do dietor-superintendente, Vitor Tioqueta, do Diretor de Administração e Finanças, José Gava Neto, e do Diretor de Operações (Técnico), César Reinaldo Rissete.

Feira do Empreendedor Sebrae reúne 200 conteúdos em Curitiba

A Feira do Empreendedor Sebrae começou nesta quarta-feira (16) e segue até sábado (19), em Curitiba. Durante quatro dias, o evento gratuito reúne quem já empreende e também quem deseja abrir um negócio no Paraná. A programação acontece no Viasoft Experience e oferece mais de 200 conteúdos, entre palestras, atendimentos, oficinas mão na massa, orientações e consultorias.

Feira do Empreendedor Sebrae

Além disso, uma equipe de especialistas do Sebrae/PR atende o público em diversos temas. Entre eles estão Tributação e Finanças, Marketing e Vendas, Marketing Digital, Gestão de Pessoas e Liderança, Planejamento, Franquias, Legislação e Compras Públicas.

A Feira também conta com uma área de exposição com 79 negócios. Desse total, 31 ficam no espaço Compre do Pequeno, onde os empreendedores comercializam seus produtos. Assim, o público encontra desde acessórios para pets e doces inteligentes até farofas com balas de banana de Antonina. Já os outros 48 expositores atuam nas áreas de franquias, negócios, tecnologia e inovação.

Uma das novidades desta edição é a apresentação de um estudo com oportunidades de negócios para oito cidades: Curitiba, Araucária, Campo Largo, Colombo, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Pinhais e São José dos Pinhais. Além do estudo, o Guia de Tendências 2027 reúne 38 tendências e materiais sobre varejo, pet, tecnologia, agronegócios, bem-estar, serviços, redes sociais e inteligência artificial.

Na área de conteúdos, os destaques incluem as palestras magnas de Diego Ribas, Luiza Helena Trajano, Luis Justo e Martha Gabriel. Ao todo, a Feira distribui 24 espaços e experiências pelo evento, com palestras no Viasoft e no Teatro Positivo.

Outro destaque é o Laboratório de Redes Sociais, um espaço de aprendizado prático. Ali, o público experimenta, cria e desenvolve ações para aplicar nos próprios negócios. No total, são 25 palestras do Sebrae/PR, TikTok, Canva, Ademicon e PUCPR, entre outros. Além disso, 48 oficinas rápidas, conduzidas por especialistas do Canva, focam na criação de conteúdo e no uso de inteligência artificial. O espaço ainda conta com um Estúdio de Criação, onde os participantes produzem conteúdo na hora, com estrutura simples e replicável.

A programação inclui ainda 11 rodadas de crédito, com seis instituições financeiras: Banco do Brasil, Caixa, Sicoob, PagBank, Sicredi Empreendedores e Fomento Paraná. Para estimular novos negócios, o evento realiza oito rodadas de negócios setoriais e três encontros multissetoriais em formato speed date. Dessa forma, as conversas rápidas ajudam a criar conexões comerciais.

Uma das rodadas é dedicada à economia circular nas pequenas indústrias e às práticas ESG. A proposta conecta pequenos negócios a fornecedores de embalagens e soluções sustentáveis. Assim, o evento facilita o acesso a materiais de menor impacto ambiental e estimula inovação e competitividade.

No sábado (19), a programação recebe também a cerimônia da Etapa Paraná do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo. Na ocasião, o Sebrae anuncia e premia os trabalhos vencedores no estado. Confira no Hoje Maringá, um dos veículos finalistas, que está concorrendo ao prêmio.

Além disso, três unidades móveis oferecem serviços da Prefeitura de Curitiba, do Senai e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Cultura empreendedora

Antes da abertura oficial, na quarta-feira (16) pela manhã, o Teatro Positivo recebeu o Educadores In Concert, a partir das 10h. A iniciativa do Sebrae/PR reuniu profissionais da educação em uma manhã sobre educação empreendedora, criatividade, protagonismo e inovação. Portanto, a proposta conecta práticas de sala de aula a novas possibilidades para a formação dos estudantes.

Com informações da ASN Paraná / Sebrae/PR. Fotos: Inove e divulgação.

Categorias
Sem categoria

Limite de crédito: os 5 pilares para vender com segurança

Limite de crédito – Novo e-book da ANBC ensina micro e pequenas empresas a definir limites de crédito com método, reduzir a inadimplência e transformar a venda a prazo em crescimento seguro.

O limite de crédito é uma das decisões mais estratégicas de qualquer negócio que vende a prazo. Afinal, cada vez que uma empresa concede prazo para pagamento, ela também concede crédito e assume um risco. Portanto, definir esse limite com critério deixou de ser detalhe operacional e virou questão de sobrevivência para o pequeno empreendedor.

Pensando nisso, a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) lançou o e-book “O Limite de Crédito: o Guia Estratégico para o Crescimento Seguro”. O material chega em boa hora para a base representada pela Conampe, porque traduz em linguagem simples uma metodologia que costuma ficar restrita a grandes empresas.

Do “achismo” ao método

Muitos empreendedores ainda aprovam ou negam crédito pela experiência ou pelo “feeling”. Esse hábito, no entanto, cobra caro. Sem critérios consistentes, a empresa vende bem em um mês e amarga prejuízo no outro.

O guia propõe um caminho diferente. Em vez de intuição, ele apresenta um processo estruturado para definir limites com base em informações do cliente, do próprio negócio e do mercado. Assim, o empreendedor passa a decidir com segurança, sem travar as vendas.

| “Quando o crédito é concedido com inteligência, ele deixa de ser apenas uma forma de pagamento e passa a ser um motor de crescimento”, resume o material.

Os 5 pilares da decisão

O e-book organiza a análise de crédito em cinco pilares complementares. Juntos, eles formam um método que qualquer empresa consegue aplicar.

Primeiro, a Nota de Crédito. Essa pontuação traduz o comportamento financeiro do cliente e indica a probabilidade de inadimplência. Além disso, permite conhecer melhor quem está chegando, mesmo sem histórico dentro da empresa.

Em segundo lugar, o Faturamento. Ele revela a capacidade real de pagamento e serve de base para calcular um limite compatível com o porte do cliente. Inclusive, quando o valor exato é desconhecido, o faturamento presumido resolve a questão.

O terceiro pilar é o Ciclo Operacional. Aqui, o guia mostra que o prazo é tão importante quanto o valor. Ou seja, o vencimento precisa acompanhar o tempo que o produto leva para virar caixa no cliente.

Na sequência, vem a Regra Básica, que combina nota de crédito e faturamento para chegar a um limite técnico. Por fim, as Variáveis Complementares ajudam no ajuste fino. Tempo de mercado, experiência dos sócios e restrições cadastrais entram nessa conta.

Equilíbrio entre oportunidade e segurança

Ao longo dos capítulos, o e-book reforça uma ideia central. O bom limite equilibra a oportunidade de venda e a segurança financeira. Dessa forma, o cliente cresce e a empresa vende mais sem perder o controle dos riscos.

O material também apresenta ferramentas práticas. Tabelas de faixas de risco, exemplos reais de cálculo e checklists ao fim de cada capítulo orientam a aplicação imediata do conteúdo. Consequentemente, a leitura não fica apenas na teoria.

Uma ferramenta a favor do pequeno negócio

A publicação dialoga diretamente com a missão da Conampe de fortalecer as micro e pequenas empresas brasileiras. Quanto mais o empreendedor domina a gestão do crédito, maior a sua capacidade de vender com confiança e reduzir perdas.

Como lembra o próprio guia, dominar essa gestão é o diferencial que separa as empresas comuns daquelas que lideram seus mercados. O conhecimento, portanto, já está disponível. O próximo passo é colocá-lo em prática.

Limite de crédito

Baixe gratuitamente o e-book “O Limite de Crédito: o Guia Estratégico para o Crescimento Seguro” e comece hoje a estruturar a sua política de crédito.

[ Botão / link de download do e-book] – abaixo

Saiba mais no site da ANBC – Clique aqui

Siga o Linkedin da ANBC – Clique aqui

Leia também: “O Professor do Crédito” mostra às PMEs como vender mais analisando melhor

Categorias
Sem categoria

Micro e pequenas empresas ficam fora do split payment em 2027

As micro e pequenas empresas paranaenses que seguirem integralmente no Simples Nacional não entrarão no split payment em 2027, quando começa a rodar o novo sistema de arrecadação da reforma tributária.

Mas, afinal, o que é o split payment? Em português, a expressão significa “pagamento dividido”. É o mecanismo que, no momento em que o cliente paga uma compra, separa o valor automaticamente: a parte referente ao imposto vai direto para o Fisco e o restante fica com a empresa. Na prática, o tributo nem chega a passar pelo caixa do negócio.

ENTENDA: O QUE É SPLIT PAYMENT? Split payment é o “pagamento dividido”. No momento em que o cliente paga — por Pix, boleto ou TED —, o valor é separado na hora: a parte do imposto (IBS e CBS) vai direto para o Fisco e o restante cai na conta da empresa. É parecido com o que faz um aplicativo de entrega ou uma maquininha de cartão, que já dividem o pagamento automaticamente entre as partes. Hoje a empresa recebe o valor cheio e recolhe o tributo depois; com o split, essa conta é feita sozinha, na hora da venda.

O mecanismo estreará com alcance limitado e ficará de fora das transações com consumidores pessoa física e das operações de empresas que estejam 100% dentro do regime simplificado. O anúncio foi feito pela presidente da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), Cristiane Coelho, em evento sobre a reforma realizado pela Fiesp com o Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas de São Paulo, na segunda-feira (24). De acordo com ela, em 2027 a separação do tributo no momento do pagamento será facultativa, e só estará disponível quando, nas duas pontas do negócio, as empresas forem dos regimes do lucro real ou do lucro presumido (em geral, com faturamento acima de R$ 4,8 milhões) ou do Simples “híbrido”.

Para a base representada pela FAMPEPAR — as associações de micro e pequenas empresas espalhadas pelo Paraná —, a leitura imediata é positiva: o pequeno negócio que continua recolhendo tudo pela guia única do Simples não terá o caixa afetado pelo split no primeiro ano. A rotina de vendas e recebimentos, especialmente do comércio e dos serviços que atendem o consumidor final, permanece sem mudança por conta desse mecanismo em 2027.

A decisão que chega em setembro

O ponto que exige atenção do empresário paranaense é a estreia do Simples híbrido. Nesse regime, o pequeno empresário escolhe recolher os novos tributos fora da guia única. A opção será aberta pela primeira vez em setembro deste ano, para valer a partir de janeiro, e é apontada como alternativa para desonerar as despesas de pequenas empresas que fornecem produtos ou serviços a outras pessoas jurídicas.

O Paraná tem um tecido econômico fortemente marcado por indústrias, cooperativas, agroindústrias e cadeias de fornecimento em cidades como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. Muitas micro e pequenas empresas do estado atuam como fornecedoras de negócios maiores — e é justamente para esse perfil que o regime híbrido pode fazer diferença. Ao gerar crédito tributário integral para o cliente pessoa jurídica, o pequeno fornecedor tende a ganhar competitividade dentro dessas cadeias.

A contrapartida é que a adesão traz obrigações fora da guia única. Por isso, a orientação da FAMPEPAR é clara: a escolha entre permanecer no Simples tradicional ou migrar para o híbrido deve ser feita caso a caso. Quem vende principalmente ao consumidor final costuma se beneficiar mais do Simples tradicional; quem fornece a outras empresas deve simular os dois cenários com apoio contábil antes de bater o martelo em setembro.

split payment

Como e quando o split payment entra em cena

Quando aplicável, o split payment funcionará com boletos e transferências por TEF, TED e Pix. Pagamentos por cartão de crédito ficam de fora nesse primeiro momento. A secretária extraordinária responsável pelo tema, Priscilla Santana, afirmou que o sistema não estará pronto para janeiro de 2027, o que confirma a implantação em etapas.

Segundo Cristiane Coelho, o split deve facilitar a liberação de créditos às empresas — no varejo, por exemplo, haveria agilização do crédito nas compras, sem que a separação do tributo impacte o caixa nas vendas ao consumidor. Para o micro e pequeno empresário do Paraná, contudo, o essencial de 2027 é a segurança de não ser alcançado pelo split e a necessidade de decidir com calma sobre o regime híbrido.

Entenda a reforma

A reforma tributária instituiu o IVA dual, formado pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal, que substitui PIS e Cofins a partir de 2027 e fica com a Receita Federal, e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá gradualmente o ICMS estadual e o ISS municipal entre 2029 e 2033, sob gestão de um comitê. O split payment é a ferramenta que separa esses tributos no momento do pagamento, começando de forma restrita em 2027.

A FAMPEPAR reforça seu compromisso de acompanhar a regulamentação e de orientar as associações e os empresários paranaenses ao longo desse período de transição, especialmente na janela de opção pelo regime híbrido, que se abre em setembro. Materiais de apoio e esclarecimentos serão divulgados às entidades filiadas.

Fonte da informação: reportagem da Folha de S.Paulo (25/8/2026), com base em declarações feitas em evento da Fiesp. Texto de elaboração própria.

Leia também: Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

Siga o nosso Instagram @fampepar

Inscreva-se no canal @conampe do YouTube

Fonte da informação: reportagem da Folha de S.Paulo (25/8/2026), com base em declarações feitas em evento da Fiesp. Texto de elaboração própria.

Categorias
Sem categoria

20ª Feijoada dos Amigos do HC reúne mais de 700 convidados em Curitiba

A 20ª Feijoada dos Amigos do HC reuniu mais de 700 convidados no último sábado (22), no Salão Azul do Clube Curitibano. O evento marcou as comemorações dos 40 anos da Associação dos Amigos do HC e dos 65 anos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A campanha dos Amigos do HC busca arrecadar cerca de R$ 3 milhões para a manutenção do Serviço de Nefrologia do hospital, referência nacional em atendimento especializado. Os recursos serão destinados à estruturação do serviço, com mais segurança, conforto e humanização no cuidado aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos pela unidade.

Para o presidente da Associação dos Amigos do HC, Ercílio Santinoni, o evento foi um grande sucesso. “A feijoada dos Amigos do HC se consolidou como um dos mais tradicionais eventos beneficentes de Curitiba. Para nós, é uma grande satisfação reunir centenas de pessoas em um momento de confraternização entre familiares e amigos, com boa gastronomia e música, mas, principalmente, para contribuir com uma causa tão importante”, afirmou.

Segundo Santinoni, o encontro superou as expectativas. “Foi um ótimo evento, mais confraternização do que almoço, uma verdadeira festa. Fiquei muito feliz com o resultado e com o trabalho de toda a equipe da Associação Amigos do HC”, completou.

Ercílio e o vice-governador do Paraná, Darci Piana, com Silvana e participantes do evento

Arrecadação

Durante a feijoada, os convidados participaram do tradicional leilão beneficente. Entre os destaques, um quadro doado pela Galeria Zilda Fraletti e uma camisa do Athletico Paranaense, ambos arrematados por R$ 2.500 cada. No total, o leilão arrecadou R$ 14.200.

Outra ação promovida durante o evento foi a venda de broches produzidos pelo renomado joalheiro Marcelo Alarcón. Os acessórios foram entregues aos participantes que fizeram doações superiores a R$ 200, como forma de incentivar as contribuições ao Serviço de Nefrologia. A iniciativa arrecadou R$ 2.650.

O valor total arrecadado na 20ª edição da Feijoada dos Amigos do HC ainda está sendo apurado pela organização e será divulgado em breve.

Categorias
Sem categoria

Opinião: Brasil, um país abençoado, diante de um futuro que nos preocupa

O Brasil é, sem dúvida, um país abençoado pela Natureza e por Deus. É uma nação continental, rica em água, minerais e terras férteis. Produz, em muitas regiões, duas ou até três safras agrícolas por ano, possui uma das maiores extensões de litoral do mundo e alimenta, por meio de suas exportações, milhões de pessoas em todos os continentes.

É também um país de encontros. Aqui convivem diferentes povos, culturas e tradições. Judeus e Árabes, Russos e Ucranianos, Italianos, Japoneses e tantos outros encontraram no Brasil um lugar para viver, trabalhar e construir suas histórias. Somos, inclusive, o país que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e uma das maiores comunidades italianas fora da Itália. Essa extraordinária miscigenação fez do Brasil uma nação singular, plural e admirada em diferentes partes do mundo.

A riqueza que não se transforma em prosperidade

Mas o País que recebeu tantas bênçãos da Natureza parece, hoje, incapaz de transformar toda essa riqueza em prosperidade para sua própria população. A realidade brasileira é preocupante. Convive-se com uma das mais elevadas cargas tributárias, juros entre os maiores do mundo, corrupção em diferentes níveis da administração pública, desigualdade social persistente e uma crescente descrença nas instituições.

O Judiciário, para grande parte da população, perdeu credibilidade. O Congresso Nacional é frequentemente visto como um espaço onde interesses pessoais e partidários se sobrepõem aos verdadeiros interesses da sociedade. E as emendas parlamentares, que deveriam representar instrumentos de desenvolvimento e atendimento às necessidades dos municípios, tornaram-se alvo de questionamentos quanto à sua transparência e utilização.

Enquanto isso, empresas fecham as portas, outras recorrem à recuperação judicial e milhões de brasileiros continuam enfrentando dificuldades para sobreviver com dignidade.

Diante desse cenário, a perspectiva para 2027 não é animadora. As eleições de 2026 deveriam representar uma oportunidade de renovação, esperança e reconstrução. Entretanto, o quadro político que se desenha até o momento não permite muito otimismo.

A renovação da Câmara dos Deputados, por exemplo, poderá ser pequena. O sistema de distribuição das emendas parlamentares criou uma relação de dependência entre parlamentares e administrações municipais, fazendo com que muitos prefeitos mantenham compromissos com os atuais Deputados. Isso dificulta a entrada de novos nomes e reduz a possibilidade de uma verdadeira renovação política.

Os próprios partidos parecem, muitas vezes, mais preocupados em eleger bancadas numerosas para ampliar sua participação no Fundo Partidário do que em apresentar ao eleitor projetos consistentes para o futuro do País.

Um país abençoado

O voto consciente e a busca por um estadista

E chegamos ao ponto mais delicado: a escolha de quem deverá governar o Brasil. Os nomes que hoje polarizam a disputa presidencial apresentam altos índices de rejeição e carregam consigo histórias políticas marcadas por profundas controvérsias. A sociedade permanece dividida, muitas vezes votando mais contra alguém do que propriamente a favor de um projeto de País. Foi isso, em grande medida, que ocorreu em 2018, quando Jair Bolsonaro conseguiu construir sua candidatura como uma alternativa ao chamado “anti-Lula”.

Mas o Brasil não pode continuar escolhendo seus Presidentes apenas pelo sentimento de rejeição a alguém. Precisamos escolher pelo que queremos construir.

O Brasil necessita de um Presidente íntegro, com autoridade moral, preparo administrativo e compromisso verdadeiro com a democracia. Um líder capaz de compreender que o desenvolvimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para promover justiça social, oportunidades e dignidade.

Precisamos de alguém que não roube e que não permita roubar. Que respeite as instituições, mas que também tenha coragem para corrigir seus erros. Que saiba dialogar, pacificar e unir uma sociedade cansada de confrontos. Precisamos, enfim, de um estadista.

Não podemos avaliar um candidato apenas por seus discursos. É preciso conhecer sua trajetória, seus princípios, suas realizações e também aqueles que caminham ao seu lado. No grupo político ligado a Jair Bolsonaro, por exemplo, diversos integrantes de sua própria família ocupam ou disputam cargos públicos em diferentes Estados. Da mesma forma, a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva merece ser analisada à luz de sua longa carreira sindical e política, assim como das controvérsias e acusações que marcaram sua trajetória.

O eleitor não pode terceirizar sua responsabilidade. Não basta repetir aquilo que ouvimos nas redes sociais, nos discursos políticos ou nas campanhas eleitorais. É preciso pesquisar, comparar, questionar e, sobretudo, pensar. O voto é a arma democrática que temos para mudar os rumos do País. Mas essa arma somente terá força se for utilizada com consciência.

O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de homens e mulheres preparados, honestos, competentes e comprometidos com o interesse público. Ainda existem candidatos ficha limpa. Existem pessoas com experiência, capacidade administrativa e disposição para servir ao País. Cabe a nós encontrá-las. Cabe a nós escolher.

Porque o futuro do Brasil não será decidido apenas pelos políticos. Será decidido por cada brasileiro que entrar em uma cabine de votação e compreender a responsabilidade que carrega nas mãos.

O Brasil é rico. O Brasil é grande. O Brasil tem potencial para ser uma das grandes nações do mundo. O que nos falta não é riqueza. Falta-nos, sobretudo, transformar essa riqueza em um projeto de Nação e escolher líderes à altura do País que podemos ser.

Borges da Silveira, ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal

Brasil: um país abençoado, diante de um futuro que nos preocupa

O Brasil é, sem dúvida, um país privilegiado pela Natureza e por Deus. É uma nação continental, rica em água, minerais e terras férteis. Produz, em muitas regiões, duas ou até três safras agrícolas por ano, possui uma das maiores extensões de litoral do mundo e alimenta, por meio de suas exportações, milhões de pessoas em todos os continentes.

É também um país de encontros. Aqui convivem diferentes povos, culturas e tradições. Judeus e Árabes, Russos e Ucranianos, Italianos, Japoneses e tantos outros encontraram no Brasil um lugar para viver, trabalhar e construir suas histórias. Somos, inclusive, o país que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e uma das maiores comunidades italianas fora da Itália. Essa extraordinária miscigenação fez do Brasil uma nação singular, plural e admirada em diferentes partes do mundo.

A riqueza que não se transforma em prosperidade

Mas o País que recebeu tantas bênçãos da Natureza parece, hoje, incapaz de transformar toda essa riqueza em prosperidade para sua própria população. A realidade brasileira é preocupante. Convive-se com uma das mais elevadas cargas tributárias, juros entre os maiores do mundo, corrupção em diferentes níveis da administração pública, desigualdade social persistente e uma crescente descrença nas instituições.

O Judiciário, para grande parte da população, perdeu credibilidade. O Congresso Nacional é frequentemente visto como um espaço onde interesses pessoais e partidários se sobrepõem aos verdadeiros interesses da sociedade. E as emendas parlamentares, que deveriam representar instrumentos de desenvolvimento e atendimento às necessidades dos municípios, tornaram-se alvo de questionamentos quanto à sua transparência e utilização.

Enquanto isso, empresas fecham as portas, outras recorrem à recuperação judicial e milhões de brasileiros continuam enfrentando dificuldades para sobreviver com dignidade.

Diante desse cenário, a perspectiva para 2027 não é animadora. As eleições de 2026 deveriam representar uma oportunidade de renovação, esperança e reconstrução. Entretanto, o quadro político que se desenha até o momento não permite muito otimismo.

A renovação da Câmara dos Deputados, por exemplo, poderá ser pequena. O sistema de distribuição das emendas parlamentares criou uma relação de dependência entre parlamentares e administrações municipais, fazendo com que muitos prefeitos mantenham compromissos com os atuais Deputados. Isso dificulta a entrada de novos nomes e reduz a possibilidade de uma verdadeira renovação política.

Os próprios partidos parecem, muitas vezes, mais preocupados em eleger bancadas numerosas para ampliar sua participação no Fundo Partidário do que em apresentar ao eleitor projetos consistentes para o futuro do País.

O voto consciente e a busca por um estadista

E chegamos ao ponto mais delicado: a escolha de quem deverá governar o Brasil. Os nomes que hoje polarizam a disputa presidencial apresentam altos índices de rejeição e carregam consigo histórias políticas marcadas por profundas controvérsias. A sociedade permanece dividida, muitas vezes votando mais contra alguém do que propriamente a favor de um projeto de País. Foi isso, em grande medida, que ocorreu em 2018, quando Jair Bolsonaro conseguiu construir sua candidatura como uma alternativa ao chamado “anti-Lula”.

Mas o Brasil não pode continuar escolhendo seus Presidentes apenas pelo sentimento de rejeição a alguém. Precisamos escolher pelo que queremos construir.

O Brasil necessita de um Presidente íntegro, com autoridade moral, preparo administrativo e compromisso verdadeiro com a democracia. Um líder capaz de compreender que o desenvolvimento econômico não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para promover justiça social, oportunidades e dignidade.

Precisamos de alguém que não roube e que não permita roubar. Que respeite as instituições, mas que também tenha coragem para corrigir seus erros. Que saiba dialogar, pacificar e unir uma sociedade cansada de confrontos. Precisamos, enfim, de um estadista.

Não podemos avaliar um candidato apenas por seus discursos. É preciso conhecer sua trajetória, seus princípios, suas realizações e também aqueles que caminham ao seu lado. No grupo político ligado a Jair Bolsonaro, por exemplo, diversos integrantes de sua própria família ocupam ou disputam cargos públicos em diferentes Estados. Da mesma forma, a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva merece ser analisada à luz de sua longa carreira sindical e política, assim como das controvérsias e acusações que marcaram sua trajetória.

O eleitor não pode terceirizar sua responsabilidade. Não basta repetir aquilo que ouvimos nas redes sociais, nos discursos políticos ou nas campanhas eleitorais. É preciso pesquisar, comparar, questionar e, sobretudo, pensar. O voto é a arma democrática que temos para mudar os rumos do País. Mas essa arma somente terá força se for utilizada com consciência.

O Brasil não precisa de salvadores. Precisa de homens e mulheres preparados, honestos, competentes e comprometidos com o interesse público. Ainda existem candidatos ficha limpa. Existem pessoas com experiência, capacidade administrativa e disposição para servir ao País. Cabe a nós encontrá-las. Cabe a nós escolher.

Porque o futuro do Brasil não será decidido apenas pelos políticos. Será decidido por cada brasileiro que entrar em uma cabine de votação e compreender a responsabilidade que carrega nas mãos.

O Brasil é rico. O Brasil é grande. O Brasil tem potencial para ser uma das grandes nações do mundo. O que nos falta não é riqueza. Falta-nos, sobretudo, transformar essa riqueza em um projeto de Nação e escolher líderes à altura do País que podemos ser.

Um país abençoado

Borges da Silveira, ex-ministro da Saúde e ex-deputado federal

Leia também: Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

Siga o nosso Instagram: @fampepar

Categorias
Sem categoria

Editorial Fampepar: Juros altos e gestão pública

O atual patamar de juros básicos coloca o Brasil entre os países que cobram os juros mais altos do mundo, mesmo quando se desconta a inflação. Com juros altos, para o cidadão comum, e em especial para os microempreendedores e as micro e pequenas empresas, recorrer ao crédito para manter os compromissos em dia virou um esforço quase heroico.

Além das linhas mais vantajosas, como o consignado e o crédito pessoal, usar o cheque especial ou o cartão de crédito significa enfrentar uma dívida que cresce mês a mês sob o peso dos juros. Um estrangeiro que observasse o dia a dia das pessoas e das empresas no país, além de se espantar, dificilmente entenderia como isso é possível.

Engana-se, porém, quem imagina que os juros altos penalizam apenas os pequenos. O aperto atinge toda a sociedade e já se traduz em dois recordes preocupantes: o das recuperações judiciais, que hoje vão de grandes varejistas a pequenos negócios, e o do endividamento das famílias, que nunca esteve tão alto.

Criados para conter a inflação e cumprir a meta do Banco Central, os juros seguram o consumo de bens e serviços. O efeito colateral, no entanto, é pesado: sufocam o giro dos negócios, apertam os ganhos e empurram muitas empresas do lucro para o prejuízo.

Para os empreendedores individuais e as micro e pequenas empresas, o golpe é ainda mais duro. São negócios frágeis, sensíveis a qualquer oscilação do mercado, com estrutura enxuta e pouco acesso a recursos. Muitas vezes não têm garantias suficientes para oferecer e nem sempre encontram um relacionamento favorável com os bancos. Nesse cenário, a falta de capital compromete a operação, os ganhos e os resultados.

Juros altos

As manchetes noticiam as renegociações de dívidas dos grandes varejistas e das indústrias tradicionais, que recorrem à recuperação judicial para sobreviver ao endividamento. São empresas conhecidas e, por isso, ganham destaque. As micro e pequenas, não. Centenas delas fecham as portas todos os meses, em proporção e velocidade maiores do que as das grandes em recuperação, quase sempre no silêncio.

Esses negócios de menor porte fazem parte do tecido social brasileiro. Boa parte pertence a famílias, e muitos estão no mesmo bairro, ou no mesmo shopping, há décadas, lado a lado com seus clientes, numa relação de consumo próxima e de confiança.

Reduzir os juros a níveis razoáveis é tarefa urgente para conter o fechamento de empresas e recolocar o país na rota de um crescimento firme e duradouro. Mas é preciso dizer com clareza: os juros altos não são um problema do Banco Central, e sim da gestão do setor público. Enquanto o Estado gastar mais do que arrecada, não haverá espaço para juros menores.

Por isso, o compromisso que a Conampe cobra dos candidatos nestas eleições é um só e decisivo: a redução do déficit público em todos os níveis da federação. Sem equilíbrio nas contas públicas, qualquer promessa de crédito barato é ilusória.

E esse equilíbrio passa por enfrentar gargalos que se tornaram permanentes e que precisam ser eliminados: o financiamento público de partidos e campanhas, as emendas parlamentares e os supersalários. São gastos que consomem recursos escassos, desorganizam o orçamento e minam a confiança da sociedade nas instituições.

São decisões difíceis, quase uma quebra de paradigma instituído ano após ano na República. Mas esse desafio terá que ser enfrentado, de qualquer maneira. E estamos muito atrasados.

Com menos déficit público, os juros em níveis mais baixos vão criar o ambiente ideal para que empreendedores individuais e micro e pequenas empresas façam o seu papel e levem desenvolvimento a todos os cantos do país. Esse é o caminho, e ele começa com responsabilidade nas contas públicas.

Ercílio santinoni

Ercílio Santinoni
Presidente da Fampepar – Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Paraná

Leia também: Crédito para pequenos negócios exige planejamento, organização e atenção ao custo total

Siga o nosso Instagram @fampepar

Categorias
Sem categoria

Ercílio Santinoni recebe homenagem da Abase pela defesa dos pequenos negócios

O presidente da Conampe e da Fampepar, Ercílio Santinoni, recebeu nesta quinta-feira (20) uma homenagem da Associação Brasileira dos Sebrae Estaduais (Abase).

A entrega ocorreu no Hotel Sesc Guadalupe, em Sirinhaém, no litoral sul de Pernambuco. A solenidade integrou a 3ª Reunião Ordinária do Conselho dos Associados da Abase.

O encontro reuniu diretores dos Sebrae estaduais e convidados, lideranças de entidades importantes dos setores produtivos. Na pauta geral, aconteceu a discussão de temas estratégicos para fortalecer o Sistema Sebrae e desenvolver os pequenos negócios brasileiros.

Encontro reúne lideranças empresariais

No evento que fez homenagem a Ercílio Santinoni, presidente da Conampe, conselheiro nacional do Sebrae e coordenador do setor produtivo no Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, coordenado pelo Ministério do Empreendedorismo (MEMP) estiveram presentes Anacleto Ortigara, presidente da Abase; Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE; Murilo Guerra, superintendente do Sebrae-PE e muitos outros superintendentes e diretores de Sebraes estaduais, membros da Abase.

José Gava, diretor de Administração e Finanças do Sebrae-PR, também esteve presente e participou da homenagem ao paranaense Ercílio Santinoni.

Ercílio Santinoni com Rogério Ramos, superintendente do Sebrae-TO

Homenagem reconhece trajetória

Na placa entregue ao presidente da Conampe e da Fampepar, a Abase registrou:

“A Associação Brasileira dos Sebrae Estaduais presta homenagem ao Sr. Ercílio Santinoni, em reconhecimento à sua destacada atuação e ao seu compromisso permanente na defesa dos pequenos negócios brasileiros, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento do empreendedorismo e o desenvolvimento econômico do país.”

Santinoni agradeceu o reconhecimento e ressaltou o caráter coletivo do trabalho realizado ao longo dos anos.

“Receber esta homenagem é uma honra. Ela confirma um trabalho conjunto de muitas décadas em favor dos pequenos negócios. É uma trajetória construída com muita dedicação e importantes conquistas”, afirmou.

A homenagem reforça a importância da união do Sebrae e das entidades que representam os pequenos negócios e os setores produtivos do Brasil