FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO ESTADO DO PARANÁ

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Crédito para giro e investimentos: as modalidades de crédito para MPEs

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Quando um empresário busca crédito, encontra diversas modalidades de empréstimos e financiamentos. Elas se diferenciam pelos prazos, facilidade de contratação e taxas de juros. Por isso, entender como cada operação funciona é essencial para que as empresas, especialmente as de menor porte, escolham a opção mais adequada às suas necessidades.

O gerenciamento do capital de giro faz parte da rotina de todo negócio. A gestão do financeira e a forma como a empresa vende e recebe, pode criar um descompasso maior ou menor entre os pagamentos e os recebimentos. Isso afeta diretamente a chamada necessidade de capital de giro.

No setor de supermercados, por exemplo, é comum que as vendas sejam feitas à vista e os pagamentos a fornecedores aconteçam com prazos maiores. No entanto, há outros segmentos em que a espera para receber é maior, seja por vender a prazo ou por manter grandes estoques. Existe também a operação de crédito em que o recebimento é parcelado e afeta o fluxo de caixa.

Quando a empresa precisa de mais capital de giro do que tem disponível no curto prazo, os empréstimos para capital de giro podem suprir a necessidade imediata de recursos. De acordo com dados do Banco Central, a taxa média de juros nas operações dessa modalidade encerrou 2025 ao redor de 28% ao ano.

Esse tipo de recurso pode ser obtido de diferentes formas:

  • com garantia de recebíveis, como cartão de crédito, o que geralmente reduz o custo;
  • com garantia de investimentos mantidos no banco;
  • ou por meio de limites pré-aprovados, que são mais rápidos, mas costumam ter juros maiores.

As micro e pequenas empresas, também podem acessar recursos para capital de giro por meio do PRONAMPE (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), criado em 2020, além das linhas de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento). Nesse caso, a taxa média de juros foi estimada em 9,2% ao ano, de acordo com o Banco Central.

Além das necessidades de curto prazo, as empresas podem buscar crédito para investimentos, como ampliar a produção ou modernizar suas operações assim como aquisições. Esse tipo de financiamento costuma ter prazos mais longos e períodos maiores de carência, já que os resultados do investimento levam tempo para aparecer.

As agências de fomento têm um papel importante nesses financiamentos de longo prazo, por se tratar de operações mais arriscadas. Essas instituições são ligadas aos governos estaduais e buscam financiar o desenvolvimento regional por meio da seleção de empreendimentos e projetos de impacto local. Além das agências de fomento, os recursos do BNDES também podem ser acessados para financiar a expansão e modernização dos negócios.

Em resumo, no momento de contratar crédito, o empreendedor precisa ter clareza sobre a objetivo do financiamento. Isso ajuda a escolher a modalidade mais adequada em termos de prazo e custo e se preparar para tomar crédito com: verificar se realmente precisa de crédito, se pode ter liquidez com promoções de seu estoque, verificando e implantando ações para melhorar sua nota de crédito, ter certeza que faz parte do cadastro positivo, desconto de recebíveis e sempre ter um plano de negócio atrelado a operação com fluxo de caixa para dar sustentação ao serviço de crédito.

Na ANBC trabalhamos para promover um ecossistema financeiro mais justo, inclusivo e pelo crédito sustentável. Nesse sentido é essencial fortalecer o conhecimento das pessoas que empreendem, diminuindo a falta de informação, que ainda pode ser uma barreira para operação de crédito para micro e pequenas empresas facilitando o acesso ao crédito.

O presidente da Conampe, Ercílio Santinoni, reforça que o acesso a essas condições é vital para o setor:

“O crédito orientado e com taxas justas é o combustível que mantém as micro e pequenas empresas ativas. Ele não serve apenas para apagar incêndios financeiros, mas para permitir que o empreendedor planeje o futuro, invista em inovação e continue sendo o principal motor de geração de empregos no país.”

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XXIII Enampe será no dia 10 de abril, em Curitiba

Com o tema “Fortalecer os pequenos negócios é fortalecer o Brasil”, a Fampepar e o Sebrae, com apoio da Conampe e de entidades representativas de setores produtivos brasileiros, realizarão o XXIII Enampe, o Encontro Nacional da Micro e Pequena Empresa.

Coloque já na sua agenda. Em breve publicaremos a programação, informações e inscrições.Com o tema “Fortalecer os pequenos negócios é fortalecer o Brasil”, a Fampepar e o Sebrae, com apoio da Conampe e de entidades representativas de setores produtivos brasileiros, realizarão o XXIII Enampe, o Encontro Nacional da Micro e Pequena Empresa.

Coloque já na sua agenda. Em breve publicaremos a programação, informações e inscrições.

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Entidades contábeis denunciam instabilidade no sistema da Receita Federal e pedem prorrogação do Simples Nacional

Empresas de contabilidade, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos empresários do Paraná enfrentaram dificuldades para aderir ao Simples Nacional nos últimos dias por causa de falhas e instabilidade no sistema eletrônico da Receita Federal. O problema levou o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Paraná (Sescap-PR) e a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado (Fampepar) a formalizarem um pedido de providências ao órgão federal.

Em ofício enviado à Superintendência da Receita Federal da 9ª Região Fiscal, em Curitiba, as entidades relatam que, desde o início da última semana, profissionais da contabilidade vêm registrando lentidão, quedas no sistema e dificuldade de acesso ao portal, justamente no período decisivo para a opção pelo regime tributário.

O prazo oficial para adesão ao Simples Nacional e ao enquadramento do MEI terminou no dia 30 de janeiro, mas, segundo as entidades, milhares de empresas não conseguiram concluir o processo dentro do tempo previsto.

De acordo com o documento, o problema não é pontual. Relatos de escritórios e empresários indicam “enormes dificuldades” e indisponibilidade recorrente da plataforma digital, o que pode resultar em prejuízo financeiro, já que a não adesão ao regime simplificado implica enquadramento automático em tributações mais onerosas.

As entidades destacam ainda que a situação não decorre de erro do contribuinte ou dos profissionais de contabilidade, mas de falhas técnicas nos sistemas eletrônicos da Receita.

Diante do cenário, o Sescap-PR e a Fampepar solicitaram:

  • restabelecimento imediato dos sistemas;
  • reabertura do prazo de adesão;
  • prorrogação do período de opção ao Simples Nacional e ao MEI, pelo menos até 13 de fevereiro.

Segundo os presidentes das entidades, a medida é necessária para garantir segurança jurídica e evitar prejuízos a micro e pequenas empresas, responsáveis por grande parte da geração de empregos no estado.

O pedido agora aguarda posicionamento da Receita Federal.

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ALI Produtividade abre 750 vagas para pequenas indústrias paranaenses

Estão abertas as inscrições para o ciclo 2026 do Programa ALI Produtividade, iniciativa do Sebrae destinada para indústrias de micro e pequeno porte (ME e EPP) que desejam melhorar processos, ampliar a eficiência operacional e fortalecer a competitividade. Ao todo, são 750 vagas gratuitas em 23 municípios do Paraná, com atendimento presencial realizado por Agentes Locais de Inovação (ALI).

O programa é destinado a indústrias de qualquer segmento que possuam Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) primário ou secundário entre 05 e 43 — indústrias extrativas; indústrias de transformação; eletricidade e gás; água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação e de construção, com mínimo de 12 meses de CNPJ ativo. Podem participar empresas classificadas como Microempresa, que possuem faturamento anual de até R$ 360 mil, ou Empresa de Pequeno Porte, com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. Interessados devem se inscrever até 27 de fevereiro neste link – https://sebraepr.com.br/lp/ali-produtividade/

Durante seis meses, as empresas selecionadas recebem acompanhamento 100% gratuito, estruturado em oito etapas, com diagnóstico do negócio, definição de metas e implementação de soluções inovadoras. Os agentes sediados em 23 cidades do Estado podem atender empresas em um raio de até 100 quilômetros, ampliando o alcance regional do programa.

O ALI Produtividade integra o Brasil Mais Produtivo, programa coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que tem como objetivo ampliar a competitividade das micro, pequenas e médias empresas em todo o país. A iniciativa conta com a parceria do Sebrae/PR, Senai Paraná, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com foco na transformação digital, melhoria de processos e gestão.

No último ciclo do Programa, a M Techne Inovações em Engenharia, escritório paranaense de projetos de engenharia BIM que presta serviços para construtoras, incorporadoras e arquitetos, foi uma das 13 micro e pequenas indústrias reconhecida no Brasil Mais Produtivo por conta dos resultados expressivos após a implementação das ações durante o programa.

Localizado em Curitiba, o empreendimento foi destaque na subcategoria Diagnóstico e Estratégia de Gestão, categoria que avalia o desempenho das empresas a partir de planejamento, tomada de decisão, gestão de processos e maturidade organizacional.

Serviço – ALI Produtividade 2026

Quem pode participar: Indústrias de micro e pequeno porte (ME e EPP) de qualquer segmento, com CNAE entre 05 e 43 e, no mínimo, 12 meses de CNPJ ativo.

Vagas: 750 vagas distribuídas em 23 municípios do Paraná.

Inscrições: https://sebraepr.com.br/lp/ali-produtividade/

Fonte: Sebrae PR

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Crédito para MPEs no Brasil: evolução histórica, dados recentes e recorte regional

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Nas economias modernas, o sistema financeiro promove o encontro entre concedentes e demandantes de recursos. As empresas que tomam crédito o fazem usando os recursos para viabilizar o giro do negócio e realizar investimentos produtivos.

Iniciamos hoje uma parceria de compartilhar melhores prática sobre como tomar e oferecer crédito com a CONAMPE por meio de materiais informativos e uma série de artigos no universo das micro e pequenas empresas. Para começar, apresentamos alguns números que dão a dimensão desse mercado no Brasil.

De acordo com dados do Banco Central, o saldo de crédito destinado a empresas chegou a R$ 2,61 trilhões em novembro de 2025. Essa cifra mostra o valor em aberto das operações de empréstimos e financiamentos feitos por meio do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O detalhamento dos dados revela que 53,9% do saldo total foi destinado a grandes empresas e 46,1% foi destinado a micro, pequenas e médias empresas. Esse é o retrato mais atual da distribuição do crédito empresarial.

A evolução recente mostra que, no início da década, a participação das empresas de menor porte no saldo de crédito chegou a 34%, recuperando-se a partir de então, sobretudo com os programas de incentivo ao crédito durante a pandemia. Esse período foi, aliás, de crescimento acelerado do crédito para as empresas menores. Entre 2020 e o início de 2025, o crescimento médio anual do saldo de crédito para esse segmento foi de 16%, enquanto o de grandes empresas foi de 8%.

Os dados de inadimplência divulgados pelo setor dos birôs de crédito mostram que, à medida que o crédito avança, a quantidade de micro e pequenas empresas negativadas também cresce. Em outubro de 2025, esse número chegou a 8,2 milhões, com aumento de 25% na comparação com o mesmo o mês do ano anterior.

Mesmo com esses números mais recentes de crescimento do crédito, a maior parte dos pequenos negócios ainda lida com restrições a empréstimos e financiamentos. O fenômeno é observado no Brasil e no mundo, tendo sido destaque nas discussões do G20 em 2024, sob a presidência brasileira. Na ocasião, observou-se que os gargalos para a contratação de crédito dos pequenos negócios residiam na falta de garantias e de relatórios financeiros para a análise de crédito.

Analisando a percepção dos empresários, uma sondagem realizada em 2025 pelo Sebrae mostrou que, nos seis meses anteriores à pesquisa, 15% dos pequenos negócios fizeram a solicitação de um novo empréstimo. Os dados sugerem que a contratação de recursos é algo distante da rotina das pequenas empresas, que se limita aos recursos próprios.

Entre os que solicitaram crédito, quase metade conseguiu a liberação, sendo que os principais motivos para buscarem empréstimos foram: capital de giro (41%), compra de máquinas e equipamentos (29%) e reforma/ampliação do negócio (21%).

O estudo mostra que a região Nordeste lidera a busca de empresários por empréstimos (24%). Em seguida, aparecem as regiões Norte (20%) e Centro Oeste (18%), Sudeste (13%) e Sul (11%) Nota-se que, mesmo nas regiões onde o percentual de solicitações de crédito foi maior, os números ainda são baixos com relação ao total de MPEs no país.

A boa notícia é que desenvolvimentos recentes do mercado de crédito, sobretudo no Brasil, podem acelerar a transformação dessa realidade, tornando as modalidades de empréstimos e financiamentos mais acessíveis aos pequenos negócios. Nos últimos anos, houve um esforço regulatório que envolveu a sociedade civil e órgãos governamentais para modernizar o mercado de crédito brasileiro. Um dos frutos desse esforço foi o novo Cadastro Positivo, responsável por dar visibilidade a pessoas físicas e jurídicas no país.

Nas próximas edições, detalharemos alguns dos tópicos citados neste panorama, como os programas governamentais de incentivo ao crédito, o papel do avanço tecnológico, a importância da nota de crédito, entre outros temas. O objetivo é contribuir com informações para que as micro e pequenas empresas possam ter mais visibilidade sobre como buscar recursos para a expansão dos negócios ou para a gestão do fluxo de caixa.

Dado o potencial de crescimento das pequenas empresas, o crédito bem concedido, com o devido controle de risco, é uma porta que se abre para o desenvolvimento econômico e social do país.

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